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LUTO

Dois anos da morte de Liam Payne; veja o que ainda falta esclarecer

O artista tinha 31 anos quando caiu da sacada de um hotel em Buenos Aires, na Argentina, em outubro de 2024

Gabrielle Borges

16 de outubro de 2026 às 10:40

Ex-One Direction, Liam Payne, morreu aos 31 anos.

Ex-One Direction, Liam Payne, morreu aos 31 anos. ( Foto: Reprodução/Instagram )

A morte do cantor britânico Liam Payne, ex-integrante da banda One Direction, completa dois anos nesta sexta-feira (16). O artista tinha 31 anos quando caiu da sacada de um hotel em Buenos Aires, na Argentina, em outubro de 2024. Desde então, as circunstâncias da morte deram origem a uma investigação judicial que ainda não teve desfecho definitivo.

O caso levou à formalização de acusações contra cinco pessoas, inicialmente por homicídio culposo e suposto fornecimento de drogas ao cantor. Com o avanço do processo, porém, parte das acusações foi retirada pela Justiça argentina.  Mesmo após dois anos, ainda há questões relacionadas à responsabilidade dos investigados e às circunstâncias que antecederam a queda do artista.

O que se sabe sobre a morte de Liam Payne?

Liam Payne morreu após cair da sacada do terceiro andar do hotel CasaSur, em Buenos Aires, no dia 16 de outubro de 2024. O laudo inicial da autópsia apontou múltiplos traumatismos e hemorragias internas e externas como causa da morte. Exames toxicológicos identificaram a presença de álcool, cocaína e um antidepressivo prescrito no organismo do cantor, segundo informações divulgadas pela BBC.

Os primeiros resultados periciais também indicaram que Payne não teria adotado uma postura de proteção durante a queda. A constatação levou os especialistas a considerar a possibilidade de que ele estivesse inconsciente ou semiconsciente naquele momento.

Outra análise pericial levou a investigação a considerar a hipótese de que o cantor, sob efeito de substâncias, teria tentado deixar o quarto pela varanda e acabou caindo. As circunstâncias exatas do episódio, no entanto, devem ser analisadas à luz dos elementos reunidos no processo.

Quem foi acusado pela morte de Liam Payne?

Em dezembro de 2024, a Justiça argentina formalizou acusações contra cinco pessoas. Três delas foram investigadas por homicídio culposo: Rogelio “Roger” Nores, empresário e amigo do cantor; Gilda Martín, gerente do hotel; e Esteban Grassi, chefe da recepção do estabelecimento.

Outros dois investigados, Braian Nahuel Paiz e Ezequiel David Pereyra, foram acusados de envolvimento no fornecimento de drogas a Payne. Em fevereiro de 2025, um tribunal de apelações argentino retirou as acusações de homicídio culposo contra Nores, Martín e Grassi. A decisão apontou a falta de fundamentos suficientes para responsabilizá-los criminalmente pela morte.

No caso de Nores, a Justiça entendeu que a relação de amizade com o cantor não criava, por si só, uma obrigação legal de supervisionar suas decisões pessoais. Com isso, o processo passou a ter como principais investigados Paiz e Pereyra, que negaram ter comercializado drogas para o artista.

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O que falta esclarecer sobre a morte de Liam Payne?

Os dois homens que permanecem vinculados ao processo são suspeitos de fornecer cocaína ao cantor nos dias anteriores à morte. Segundo informações da BBC, Pereyra, ex-funcionário do hotel CasaSur, teria vendido a substância a Payne nos dias 15 e 16 de outubro de 2024. Paiz, que trabalhava como garçom e conheceu o músico durante sua passagem por Buenos Aires, teria fornecido a droga em duas ocasiões no dia 14 de outubro.

As suspeitas foram sustentadas por elementos reunidos durante a investigação, entre eles imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e mensagens de celular.

Os dois investigados, no entanto, apresentaram versões diferentes sobre o contato com o cantor. Paiz afirmou que teria entregado a substância gratuitamente, por ser fã de Payne. Pereyra, por sua vez, alegou que teria agido sob pressão para atender às exigências de um hóspede considerado VIP, que, segundo seu relato, o tratava de maneira hostil.

Ambos tiveram a prisão preventiva decretada e permaneceram detidos durante parte da investigação. Em março de 2026, segundo informações do jornal argentino Todo Noticias (TN), afiliado da CNN, os dois receberam autorização para cumprir prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico.

Caso segue sem sentença definitiva

Dois anos após a morte de Liam Payne, a investigação já produziu laudos periciais, depoimentos e outros elementos que ajudaram a reconstruir parte dos acontecimentos. Ainda assim, o processo judicial não chegou a uma conclusão definitiva.

Entre os principais pontos pendentes estão o julgamento dos dois investigados que continuam respondendo ao caso e a definição de eventuais responsabilidades criminais pelo fornecimento de drogas ao cantor.

Até o momento, não há confirmação de uma sentença definitiva nem de uma data estabelecida para o julgamento. Assim, apesar dos avanços da investigação, o caso permanece sem uma conclusão judicial.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)