SEX · 02 OUT 2026Assine

FAMOSOS

STJ mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra e nega pedido de liberdade

Influenciadora está presa preventivamente desde maio e é investigada por supostos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa

O Liberal

9 de junho de 2026 às 16:06

Modificado em 9 de junho de 2026 às 16:11

Deolane está presa desde maio

Deolane está presa desde maio ( Foto: Foto: Reprodução/ Instagram )

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra teve o pedido de liberdade negado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (9). Por unanimidade, os ministros decidiram manter a prisão preventiva e entenderam que o caso ainda deve ser analisado pelas instâncias inferiores, onde recursos da defesa seguem pendentes de julgamento.

VEJA MAIS

Irmã de Deolane revela cartas amorosas recebidas na prisão e faz pedido aos fãs da influenciadora Advogada e influenciadora segue presa enquanto recebe apoio constante de fãs e familiares nas redes sociais.

'Devolve o dinheiro, senão me aguarde', diz Deolane para mulher suspeita de pegar R$ 80 mil A polícia recuperou mensagens de áudio de Deolane

Deolane: influenciadora tinha 'cronograma estratégico' para ocultar bens do PCC, diz polícia A influenciadora nega qualquer relação com a facção e sustenta: "Não sou bandida"

Deolane está presa desde 21 de maio, após ser alvo de uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil paulista que investiga supostos crimes de lavagem de dinheiro e ligação com organização criminosa.

Ela é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro, associação ao tráfico de drogas e participação em organização criminosa. A defesa nega as acusações e afirma que os recursos movimentados por ela possuem origem lícita e devidamente declarada.

Durante o julgamento, os advogados sustentaram que não estariam presentes os requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva. Segundo a defesa, não há risco à ordem pública, à produção de provas ou à aplicação da lei penal. Os representantes de Deolane também defenderam a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, alegando que ela é responsável pelos cuidados de uma filha menor de idade.

A defesa ainda argumentou que medidas cautelares alternativas, como retenção do passaporte, proibição de deixar a cidade e restrição de contato com outros investigados, seriam suficientes para garantir o andamento do processo.

Relator do caso, o ministro Ribeiro Dantas afirmou que a condição de mãe de menor não assegura automaticamente a concessão de prisão domiciliar ou liberdade provisória. 

“As condições pessoais favoráveis, alegada ausência de risco de fuga e retorno espontâneo ao Brasil, não são suficientes para afastar a necessidade da custódia quando presentes elementos objetivos que recomendam a manutenção”, disse o ministro durante a sessão.

Além de Deolane, outras seis pessoas também foram indiciadas no mesmo inquérito da Operação Vérnix em São Paulo. 

Segundo os investigadores, o grupo investigado continuava em atividade durante o cumprimento das medidas judiciais e estaria promovendo a reestruturação de empresas supostamente utilizadas para ocultação patrimonial e movimentação de recursos financeiros.

A polícia também informou ter identificado indícios do uso de novas empresas, movimentações patrimoniais recentes e mecanismos alternativos para circulação de valores, incluindo operações com ativos virtuais.

Relembre

O nome de Deolane Bezerra já apareceu em outras investigações nos últimos anos. Em julho de 2022, a Polícia Civil de São Paulo realizou buscas em sua residência em Alphaville durante uma investigação relacionada a uma empresa de apostas esportivas. Na ocasião, veículos de luxo foram apreendidos.

Em fevereiro de 2024, a influenciadora passou a ser investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após a divulgação de imagens feitas em um baile realizado no Complexo da Maré. O inquérito apurava uma possível associação com integrantes do tráfico de drogas.

Já em setembro de 2024, Deolane foi presa preventivamente durante a Operação Integration, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. A investigação apurava um suposto esquema de lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Posteriormente, ela obteve habeas corpus. Em 2026, o caso passou para a competência da Justiça Federal.

Mais recentemente, em abril de 2026, a influenciadora passou a ser investigada pela Polícia Federal na Operação Narco Fluxo. Segundo a PF, a apuração busca identificar uma suposta rede de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico internacional de drogas, rifas clandestinas e apostas. A defesa nega qualquer envolvimento de Deolane com atividades criminosas.