A influenciadora digital trans Mariana Alves, de 22 anos, conhecida nas redes sociais como Malévola Alves, foi presa na terça-feira (20), em Alexandria, no Egito, junto com uma amiga. De acordo com o Ministério do Interior egípcio, a prisão ocorreu após uma investigação envolvendo vídeos publicados pelas brasileiras nas redes sociais.
De acordo com as autoridades locais, as imagens mostram as duas mulheres dançando e fazendo gestos que motivaram a apuração. O ministério também alegou que elas teriam feito comentários considerados insinuantes e assediado pessoas no local. Durante o interrogatório, conforme o órgão, as brasileiras admitiram ter gravado e divulgado os vídeos com o objetivo de aumentar o número de visualizações.
Quem é Malévola Alves?
Malévola Alves é o nome artístico de Mariana Alves Gadelha Pereira, influenciadora digital trans que ganhou popularidade nas redes sociais com vídeos de humor, opiniões sobre assuntos do momento e conteúdos relacionados à rotina e ao estilo de vida.
A criadora de conteúdo também publica vídeos sobre moda, viagens e cuidados pessoais, incluindo gravações no formato “arrume-se comigo”. Além disso, fala abertamente sobre sua transição de gênero e costuma ganhar repercussão por posicionamentos e desentendimentos com outras personalidades da internet.
Nas redes sociais, Malévola reúne cerca de 221 mil seguidores no TikTok e mais de 815 mil no Instagram, onde compartilha momentos da vida pessoal e comenta temas que repercutem entre seus seguidores.
Participação no Rancho do Maia
Em 2024, Malévola Alves participou do reality show Rancho do Maia, idealizado pelo influenciador Carlinhos Maia. Durante a passagem pelo programa, ela chamou a atenção após receber uma advertência do anfitrião por usar um vestido branco em uma festa de casamento.
Na ocasião, Carlinhos Maia pediu que a influenciadora trocasse a roupa, argumentando que a cor deveria ser reservada à noiva. O episódio repercutiu nas redes sociais e ampliou a visibilidade de Malévola entre os seguidores do reality.
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Denúncia de transfobia durante o musical Wicked
Em março de 2025, Malévola Alves relatou ter sido vítima de transfobia durante uma sessão do musical Wicked, no Teatro Renault, na região central de São Paulo.
Segundo a influenciadora, o desentendimento começou enquanto ela aguardava atendimento em uma fila para comprar pipoca. Ela afirmou que uma mulher questionou sua identidade de gênero e passou a se referir a ela no masculino.
A atriz Fabi Bang, que interpretava a personagem Glinda na montagem, também se manifestou em apoio à influenciadora.
Confusão com MC Paiva e a namorada
Em abril de 2025, Malévola voltou a repercutir nas redes sociais após uma discussão envolvendo o cantor MC Paiva e a namorada dele, Soso Careca.
A polêmica começou quando a influenciadora relatou ter sofrido um prejuízo de R$ 6 mil em um serviço de cabeleireiro. Soso Careca saiu em defesa do profissional, dando início a uma troca de acusações com Malévola. O cantor também entrou na discussão.
A influenciadora afirmou que foi alvo de comentários transfóbicos e ameaças durante o conflito. Posteriormente, ela encontrou o casal em um cinema no Shopping Anália Franco, na zona leste de São Paulo. Acompanhada de uma amiga e de um segurança, Malévola se envolveu em uma discussão que terminou em agressões físicas e precisou ser contida por seguranças do estabelecimento.
Discussão com Jojo Todynho
Outro episódio que colocou Malévola Alves entre os assuntos comentados nas redes sociais envolveu a cantora Jojo Todynho. A discussão começou após a influenciadora reclamar de uma cobrança que considerou superior ao valor combinado por um serviço de cabeleireiro.
Jojo Todynho se posicionou em defesa do profissional e afirmou que o trabalho dele tinha qualidade, além de comentar que cabelo era 'artigo de luxo'. Durante a troca de declarações, a cantora se referiu a Malévola como “mulher que não gesta”.
A influenciadora considerou a fala transfóbica, criticou publicamente a cantora e afirmou que poderia recorrer à Justiça. Malévola também respondeu com ataques pessoais, prolongando a discussão em vídeos e publicações nas redes sociais.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)

