Belém se despede da 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro neste domingo (06)
Secretário de Cultura do Pará diz que a edição superou as expectativas levando 40 mil pessoas por dia ao evento
A 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes chegou ao fim neste domingo (6), no Hangar Centro de Convenções, em Belém, com a expectativa de registrar um recorde de público. Segundo o secretário de Cultura do Pará, Bruno Chagas, mais de 40 mil pessoas passaram pelo evento diariamente durante a semana.
De acordo com o secretário, os números de visitação superaram as expectativas da organização. Ele afirmou ainda que, considerando os nove dias de programação, a edição de 2026 pode terminar com o maior público da história da feira.
“Dever cumprido. É uma feira que se superou mais uma vez. Fomos surpreendidos com os números durante a semana. Os números superaram nossas expectativas: mais de 40 mil pessoas por dia na Feira do Livro”, afirmou Bruno Chagas.
Realizada de forma gratuita, das 9h às 21h, a feira reuniu escritores, artistas, editoras, leitores e visitantes em uma programação que incluiu atividades literárias, culturais e artísticas. O evento também movimentou a venda de livros e a participação de autores paraenses e pequenos empreendedores.
Programação para diferentes públicos
Para Bruno Chagas, um dos fatores que contribuem para a grande circulação de pessoas é a variedade de atividades oferecidas durante o evento. O secretário destacou espaços como o Céu da Leitura, voltado ao público infantil, e o Ponto do Autor, dedicado aos escritores paraenses.
Além disso, a programação das Multivozes reuniu atividades culturais, acadêmicas e literárias, ampliando o alcance da feira para além da comercialização de livros.
Segundo o secretário, a iniciativa faz parte de uma política pública de democratização do acesso ao livro e à leitura.
“É uma política pública que procura garantir a democratização do livro, da leitura. Então é um incentivo para esse público mais jovem a ler, diminuir a tela do celular e procurar outras alternativas”, disse.
Leitores aproveitam último dia
O movimento também foi percebido por quem escolheu o domingo para visitar a feira. Luísa Rosa, de 18 anos, estudante, e a mãe, Laice Rosa, de 49 anos, professora, vieram de Benevides para aproveitar o último dia.
As duas mantêm uma biblioteca em casa e compartilham o hábito da leitura. Luísa contou que atualmente concilia os romances, seu gênero preferido, com livros relacionados à preparação para o Enem.
“Hoje eu estou lendo bastante sobre a história do Brasil, a Era Vargas, por conta do Enem. Mas o que eu mais gosto de consumir mesmo é romance”, contou.
Para a estudante, a feira também funciona como espaço de contato com a cultura paraense.
“Eu acho que é o poder cultural que a gente acaba atribuindo aqui dentro da Feira do Livro. A gente abre a mente das pessoas e tem mais o hábito de conhecer a cultura do Brasil, principalmente do Pará”, afirmou.
A mãe, Laice, destacou a possibilidade de encontrar diferentes editoras e títulos no mesmo espaço. Para ela, a feira também ajuda a ampliar o acesso dos jovens aos livros.
“É um local que está todo mundo aqui nesse momento, livros, as grandes editoras. Então abre esse leque de conhecimento”, disse.
Outro visitante que aproveitou o último dia foi o administrador Yan Rodrigues. Ele contou que costuma deixar para ir à feira nos últimos dias justamente pela possibilidade de encontrar promoções.
“Geralmente eu escolho vir nos últimos dias. Embora tenha uma quantidade de gente maior, uma concentração maior de pessoas, a gente encontra algumas boas pechinchas”, relatou.
Yan disse que costuma preparar uma lista de livros que deseja comprar e aproveita a feira para procurar preços mais baixos.
“Faço uma lista de títulos que quero há algum tempo e venho ver se consigo com preços mais interessantes”, explicou.
Para ele, a movimentação do evento também demonstra que a feira continua atraindo tanto leitores habituais quanto pessoas que ainda não têm o costume de ler.
“Eu gosto de ver que a feira não esfria nunca. Todo ano tu vai chegar e vai ter muita gente atrás de livros e até quem não tem o hábito da leitura se sente motivado em ler”, afirmou
Expectativa de recorde
Com a estimativa apresentada pelo secretário de Cultura, a organização espera fechar os nove dias de programação com um número de visitantes superior ao de edições anteriores.
Além do impacto cultural, a Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes movimenta o mercado editorial, promove autores da região e cria oportunidades para empreendedores e artistas durante o período do evento.
A programação da 29ª edição foi encerrada neste domingo, mas a organização já anunciou os homenageados da próxima edição: o cantor e compositor Pinduca e a escritora Telma Cunha serão os nomes celebrados na 30ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em 2027.
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