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SAÚDE

Brasil adota medidas de vacinação para conter entrada de sarampo durante a Copa do Mundo 2026

Devido ao surto de sarampo nos Estados Unidos, México e Canadá, países que concentram 70% dos casos das Américas, o Ministério da Saúde orienta os viajantes brasileiros a atualizarem a vacina tríplice viral antes do embarque

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23 de maio de 2026 às 10:20

Com surto em países da Copa do Mundo 2026, governo brasileiro convoca viajantes para vacinação contra sarampo

Com surto em países da Copa do Mundo 2026, governo brasileiro convoca viajantes para vacinação contra sarampo ( Foto: Freepik )

O Ministério da Saúde e órgãos do setor orientam os torcedores brasileiros com viagem marcada para a Copa do Mundo 2026 a regularizarem a vacinação contra o sarampo antes do embarque. A recomendação ocorre em decorrência do surto de sarampo nos países sedes da Mundial: Estados Unidos, México e Canadá. Estas três nações concentram 70% dos registros da doença nas Américas, sendo que o México contabiliza mais de 10 mil casos no ano corrente e os Estados Unidos registram 1.792 ocorrências.

Diante deste cenário, o Ministério da Saúde iniciou uma campanha no mês anterior para orientar os viajantes a atualizarem os documentos de vacinação antes do embarque. A medida visa proteger o cidadão e evitar a reintrodução do vírus no Brasil, que detém o status de país livre da enfermidade desde 2024.

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O imunizante, do tipo tríplice viral, confere proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, e é distribuído sem custos nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). O protocolo técnico indica que a aplicação deve ocorrer com antecedência mínima de 15 dias do embarque para que o organismo atinja o nível esperado de proteção. Os critérios de dosagem variam conforme a faixa etária do indivíduo: crianças de 6 a 11 meses necessitam da dose zero, que funciona como uma imunização extra; a população entre 1 e 29 anos deve receber duas doses; e adultos na faixa dos 30 aos 59 anos demandam apenas uma dose.

O sarampo consiste em uma infecção viral com potencial de evolução para quadros de saúde complexos. A transmissão ocorre por via aérea por meio da tosse, da fala ou da respiração de indivíduos infectados, que possuem a capacidade de transmitir o patógeno antes do surgimento dos sinais clínicos. Em situações de evolução desfavorável, o vírus pode ocasionar pneumonia, encefalite e óbito. Os sintomas clínicos manifestam-se no período de 7 a 14 dias após a exposição ao vírus, englobando febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas na pele que têm início na região da face e se estendem pelo restante do corpo. Diante da identificação dos sintomas, a orientação padrão consiste em suspender o contato social e buscar atendimento em uma unidade médica de saúde.

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