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SILVIO NAVARRO

Formado em jornalismo, acompanhou os principais fatos políticos do país nas últimas duas décadas como repórter do jornal Folha de S.Paulo em Brasília e na capital paulista, editor de Veja e âncora da Jovem Pan. É comentarista político da RedeTV! e escreve para a revistaoeste.com e o jornal O Liberal. Autor do livro "Celso Daniel - Política, corrupção e morte no coração do PT". | silvionavarrojornalista@gmail.com

Razões para acreditar

Sílvio Navarro

Há exatamente dez anos, a Coca-Cola enfileirou uma de suas campanhas publicitárias mais tocantes e rentáveis para a marca, batizada "Razões para Acreditar". No vídeo, crianças cantam a música "Whatever", da banda inglesa Oasis. A mensagem pode parecer utópica, mas faz sucesso até hoje porque diz, sem rodeios, que devemos aceitar as coisas boas.

Assistam ao vídeo antes de continuar a leitura:

É possível fazer uma leitura daquele ano de 2011 assim: a queda do Produto Interno Bruto (PIB) de grandes países europeus, bolsas instáveis, o incêndio nas ruas da Primavera Árabe, terremoto no Japão, um atentado cruel na Noruega e a morte de Steve Jobs e Amy Winehouse. Mas também pode ser assim: o terrorista mais procurado do planeta, Osama Bin Laden, finalmente encontrou seu fim, o ex-ditador líbio Muammar al-Kadhafi também se foi, e o traficante "Nem", dono da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, terminou na cadeia. Milhares de casais tiveram filhos e um grupo de alunos de Sobradinho (DF) doou todo o dinheiro arrecadado da formatura para um amigo fazer uma cirurgia que evitou a cegueira precoce. Um médico descobriu a campanha dos meninos na internet e fez a operação de graça. Sim, eu tenho boa memória, mas adoro o Google.

A metáfora mais boba e real é que, lá no fundo, a maioria das pessoas sempre encontra uma lâmpada queimada no enorme pisca-pisca de Natal. Ou procura uma manchete ruim. É aquela chata mania de olhar o copo meio vazio na mesa. E o que isso tem a ver com 2021? Simplesmente, porque o rolar da vida ensina que para continuar é preciso, antes de mais nada, acreditar.

Vamos aos fatos: o último estudo da Universidade de Cambridge, com apoio de cientistas de Tóquio, concluiu que a variante Ômicron, embora muito transmissível, não é agressiva nem letal. A pesquisa pode ser acessada no Departamento de Imunologia e Microbiologia do Instituto The Scripps Reserch. Já passou da hora de o mundo avançar para tratar esse vírus como se deve: uma endemia, uma gripe que nunca irá embora, mas não é mais uma pandemia mundial. No Brasil, a população majoritária tem o ciclo vacinal completo. Está mais do que pronta para voltar a viver.

Outro dado que deveria ser tratado com cuidado é o apocalipse econômico propagado por quem vai às urnas no ano que vem – especialmente os bandidos de ontem que o Judiciário nos devolveu. É claro que a inflação é um pesadelo bem conhecido dos brasileiros. Mas há rédeas possíveis. Se os tiranetes dos lockdowns não voltarem e o Supremo Tribunal Federal (STF) deixar as pessoas decidirem sobre as suas próprias vidas, 2022 pode ser um ano bom. O setor de serviços e o turismo de verão estarão aquecidos – isso significa emprego. A safra de commodities do próximo semestre – puxada pela soja, com algodão, milho e café na esteira – é promissora. Os insumos que faltaram para as indústrias vão chegar. E novas janelas se abriram na pandemia com o trabalho on-line.

O ano de 2022 começa num sábado. Diz a História que é o Dia da Criação. Acho que há razões para acreditar.

Feliz Ano Novo a todos os leitores!

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Silvio Navarro
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