Rodolfo Marques

Rodolfo Silva Marques é professor de Graduação (UNAMA e FEAPA) e de Pós-Graduação Lato Sensu (UNAMA), doutor em Ciência Política (UFRGS), mestre em Ciência Política (UFPA), MBA em Marketing (FGV) e servidor público.

Continua corrida por vacinas contra covid-19 no Brasil. Governo do Pará retoma medidas restritivas

Rodolfo Marques

Com o início da vacinação contra covid-19, no Brasil, de forma simbólica, em 17 de janeiro de 2021, começou a corrida mais efetiva das unidades federativas brasileiras pela recepção das doses do imunizante. Nesse contexto, na quinta-feira (28), o Fórum Nacional de Governadores encaminhou ofício ao governo federal para que este compre as 54 milhões de doses da CoronaVac que serão produzidas pelo Instituto Butantan-SP ainda em 2021.

Na mesma comunicação, os governadores solicitaram que, caso o governo não efetive o acordo com o Instituto, que permita que os estados comprem o imunizante de forma direta, como forma de agilizar a vacinação no Brasil.

O ministério da Saúde, até o mês de janeiro de 2021, já havia confirmado a aquisição de outras 46 milhões de doses da vacina. Os governadores também cobraram, no documento, o cumprimento do cronograma das 3 milhões e 200 mil doses da CoronaVac previstas para o início de fevereiro.

Do ponto de vista político, o presidente da República continua no mesmo cenário de não ter uma postura assertiva de enfrentamento da pandemia. Ao mesmo tempo, está envolto em duas questões. Uma delas é a eleição das Mesas Diretoras do Poder Legislativo para o biênio 2021-2022: Arthur Lira (PP-AL) é o favorito para vencer a eleição na Câmara dos Deputados, enquanto que Rodrigo Pacheco (DEM-MG) deve ser o novo presidente do Senado. Ambos estão alinhados com o Planalto. A outra questão é o constante conflito alimentado pelo presidente da República com alguns setores dos meios de comunicação do Brasil. Alguns veículos divulgaram os gastos da Presidência com alimentos e Jair Bolsonaro reagiu agressivamente, usando, inclusive, palavra de baixo calão.

No âmbito regional, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), decretou a ampliação das medidas restritivas de circulação de pessoas com o intuito de deter o incremento da transmissão pela covid-19 no Estado. Entre as medidas, que valem por 15 dias, a partir de 29 de janeiro, estão a limitação na venda de bebidas alcoólicas, a mudança no horário de funcionamento dos órgãos públicos, o combate geral às aglomerações, o fechamento de balneários nos finais de semana e feriados e a suspensão dos pontos facultativos do Carnaval 2021. Após o período de avaliação, o governo do Estado fará uma nova análise sobre os números de contaminações e óbitos e pode definir por um novo lockdown, repetindo o que ocorreu em maio de 2020.

No final de janeiro, em que o país já entra no seu décimo-primeiro mês da pandemia, com mais de 9 milhões de casos e cerca de 222 mil mortes, os atropelos políticos continuam a aumentar o drama da população.

E o cenário se torna ainda mais grave com as variações da doença – as chamadas novas cepas – e com a instabilidade no processo de vacinação em todo o país. A esperança continua sendo a única saída diante de um contexto cada vez mais preocupante.

Rodolfo Marques
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