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Repórter 70

Por Rita Soares

Mais tradicional coluna do jornalismo paraense. Aborda temas do cotidiano com atenção especial à economia e aos bastidores da política do Pará e do Brasil.

'Quando a gente fala o que quer ouve o que não quer', diz Ricardo Salles

Ministro deu a resposta após ser chamado de “cínico” por parlamentares da oposição em audiência de comissão da Câmara dos Deputados

Repórter 70

Quem poderá nos salvar?
Até água sanitária é falsificada no Pará. Um homem está preso na cidade de Castanhal acusado por esse crime.

Sem dó nem piedade
Animais abandonados são vistos por toda a capital paraense. Muitos deles são largados à própria sorte por seus ex-donos.

Ricardo Salles (J. Bosco)

"Quando a gente fala o que quer ouve o que não quer.”

Essa foi a resposta dada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, após ser chamado de “cínico” por parlamentares da oposição em audiência de comissão da Câmara dos Deputados. Ao se referir à recomposição de recursos orçamentários do ministério, Salles disse que isso está sendo feito “pelo outro Paulo Guedes, aquele que é competente e prestigiado pela sociedade brasileira. Aliás, cada um tem o Paulo Guedes que merece”. Foi uma provocação ao deputado Paulo Guedes (PT-MG), que criticou a política ambiental do governo federal na audiência.

VACINAÇÃO

Incerteza

Até o início da noite de ontem, as prefeituras paraenses ainda não haviam definido o calendário de vacinação contra a covid-19 para esta semana. O certo é que dificilmente a imunização chegará, neste momento, às pessoas com idade abaixo dos 60 anos. O Pará recebeu ontem 206.750 doses da Oxford-AstraZeneca, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz. Também recebeu 14.040 doses da vacina produzida pela Pfizer, em parceria com a empresa alemã BioNTech. Esta tem logística de armazenamento mais complexa porque precisa ser armazenada em baixas temperaturas e exige freezer para ser conservada.

Capital

Justamente por causa da logística mais complexa de armazenamento, todo o lote de vacinas da Pfizer deve ficar, por recomendação do Ministério da Saúde, nas capitais. No caso do Pará, Belém receberá todas as 14.040 mil doses recebidas ontem. Essas vacinas serão usadas para ampliar a imunização de pessoas com comorbidades, ou seja, doenças pré-existentes com potencial para agravar o quadro em uma possível infecção por covid-19.  

Sobras

À medida que avança a vacinação, começam a surgir, entre os gestores municipais, dúvidas sobre o que fazer, por exemplo, com as chamadas sobras da vacina. As pessoas estranham haver sobras em um cenário onde faltam imunizantes, mas é que as embalagens, uma vez abertas, precisam ser completamente aplicadas. Nem sempre as pessoas dentro do grupo prioritário comparecem aos postos e aí fica a pergunta sobre como usar o que ficou nas embalagens, para não haver desperdício e, ao mesmo tempo, não atropelar o plano de imunização, gerando brechas para os “fura-filas”. Algumas prefeituras têm cobrado do Ministério da Saúde orientação sobre o que fazer nesses casos, mas até agora não há padronização.

LIBRAS

Estudantes

O Ministério Público Federal entrou com ação na Justiça Federal para que a Universidade Federal do Oeste do Pará seja obrigada a cumprir uma sentença judicial de outubro do ano passado que determinou a contratação de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais para garantir o atendimento a alunos que necessitem desse serviço em todos os campi da instituição de ensino. Ao todo, a Ufopa tem 141 estudantes com deficiências auditivas. A instituição afirma ser necessário que a União libere a contratação temporária de pelo menos sete intérpretes para garantir o cumprimento da sentença judicial.

SANEAMENTO

Dispensas

Um grupo de trabalhadores da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan) de Belém usou as redes sociais para reclamar de possíveis dispensas que estariam ocorrendo por cortes no orçamento do órgão. Nas mensagens, o grupo afirma que essas dispensas poderiam comprometer a limpeza da cidade. Procurada, a Sesan informou que não há cortes de servidores efetivos, mas confirmou que pode haver dispensas de profissionais contratados por empresas terceirizadas. Seriam, segundo a Sesan, pessoas que participaram da limpeza emergencial de canais que já terminou. Os contratos eram temporários, destaca a Sesan.

DIESEL

Impactos

Além da flutuação dos preços dos combustíveis, o que impacta diretamente o setor de transportes e indiretamente outras áreas da economia, a qualidade do óleo diesel consumido pelos brasileiros piorou nos últimos meses, segundo o mais recente boletim do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), fechado com dados até fevereiro deste ano. O relatório revelou que o nível de não conformidade do diesel, no segundo mês do ano, ficou em 6,3%. É mais do que o dobro dos 3,1% registrados em janeiro e o pior mês em dois anos e meio de pesquisas.

Piora

Em julho de 2018, o indicador de percentual de amostras de óleo diesel reprovadas pelos laboratórios que formam a rede do PMQC superou os 7,4%. Na série histórica que começou em 2008, quando a adição de biodiesel ao óleo diesel mineral se tornou obrigatória no Brasil, o mês de fevereiro deste ano foi o quarto na posição. Embora o Brasil tenha uma das mais rigorosas legislações para a qualidade de refino do petróleo, especialistas apontam que a piora na qualidade do óleo diesel se deve ainda à falta de boas práticas.

Em poucas linhas

► Será on-line o 3º Congresso Brasileiro de Prevenção à Violência Sexual Infantojuvenil, nos dias 13 e 14 deste mês, alusivo à campanha do “Maio Laranja”, para debater o assunto e reduzir os índices, considerados alarmantes no Pará.

► No Estado, crianças e adolescentes sofreram 336 crimes sexuais em 2019 e 2020, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública.

► Só em Belém, a Secretaria Municipal de Saúde registrou 11.720 casos de violência sexual infantojuvenil entre 2009 e 2019.

► A Prefeitura de Ananindeua realizará, até domingo que vem, a 1ª Feira de Microempreendedores do município. Cerca de 30 artesãos vão expor seus produtos em um shopping na cidade.

► Os produtos têm preços que variam de R$ 9,90 a R$ 1.200,00.

► Na mesma proporção em que disparam os preços dos alimentos nas feiras e mercados de Belém, cresce a presença de pessoas pedindo dinheiro nas vias públicas da cidade.

► Nas feiras está cada vez maior a presença de mães, muitas delas chefes de família desempregadas e sem acesso ao auxílio emergencial, pedindo dinheiro para levar comida para casa.

► Em suas redes sociais, o secretário municipal de Planejamento de Belém, Claudio Puty, informou, ontem, que em Belém 2.254 famílias já estão aptas a receber o auxílio do “Bora Belém”, o programa de renda miníma do município.

► O governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou, na semana passada, durante uma visita ao município marajoara de Ponta de Pedras, que as obras bancadas pelos cofres estaduais como a construção dos novos terminais hidroviários da ilha do Marajó devem empregar a mão de obra da região.

► Os materiais, segundo ele, também devem ser comprados no comércio das cidades dessas obras para que os recursos fiquem nos municípios, beneficiando a economia local.

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