Repórter 70

Por Rita Soares

Mais tradicional coluna do jornalismo paraense. Aborda temas do cotidiano com atenção especial à economia e aos bastidores da política do Pará e do Brasil.

'Nós queremos privatizar, mas não é tudo também, não'; diz Bolsonaro sobre avanço nas privatizações

Repórter 70

Saúde de qualidade
Hospitais do Pará recebem certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), que atesta o padrão da gestão pública.

Solidariedade ao Acre
Paraenses se mobilizam nas redes sociais para ajudar milhares de desalojados no Acre, afetado pelas enchentes nos últimos dias.

Presidente Jair Bolsonaro (J. Bosco)

"Nós queremos privatizar, mas não é tudo também, não”

JAIR BOLSONARO, ao afirmar que o governo mantém planos para avançar na agenda de privatizações. Mas o presidente da República já descartou, por exemplo, a privatização da Casa da Moeda do Brasil e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

COMBUSTÍVEL

PROTESTO

Circula, nas redes sociais, uma série de áudios atribuídos a motoristas de caminhões, transportes alternativos e táxis convocando protestos contra o preço da gasolina e do óleo diesel. Um dos pontos da pauta seria zerar o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos Estados, sobre os combustíveis.

INCENTIVO

A reivindicação tem sido alimentada pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, que em pelo menos uma ocasião atribuiu a alta de preços aos impostos estaduais. O discurso do presidente é considerado mais um capítulo da queda de braço com os governadores, uma vez que o ICMS dos combustíveis é um das principais fontes de recursos dos Estados e qualquer mudança na alíquota pode levar unidades da federação à bancarrota.

REFORMA

Até a noite de ontem, nenhuma entidade havia assumido oficialmente o chamado para o protesto em Belém. Questionado pela coluna sobre o assunto, o governador do Pará, Helder Barbalho, defendeu que a questão do ICMS dos combustíveis deve ser discutida no conjunto da reforma tributária. Sem citar o presidente Jair Bolsonaro, Helder disse que o tema é complexo demais para ser tratado pelas redes sociais.

SOCORRO

TÁXI AÉREO

Empresas de táxi aéreo de Belém estão solicitando que prefeitos e parlamentares destinem recursos de emendas para recuperar os campos de pouso de diversos municípios em regiões mais isoladas do Estado, como o  arquipélago do Marajó e o extremo oeste do Pará. Alegam que a maioria das pistas não oferece condições para pouso e decolagens seguras e que a recuperação se torna ainda mais essencial no momento em que aumentou, e muito, o tráfego aéreo para remoção de pacientes vítimas da covid-19.

COVID-19

FRANCISCANOS

A diocese de Óbidos divulgou comunicado pedindo orações aos trabalhadores do Barco Hospital Papa Francisco. Cerca de 20 profissionais da unidade flutuante foram infectados pelo novo coronavírus, incluindo três freis franciscanos que estavam internados no hospital de Juruti, oeste do Pará, e, no fim de semana, foram transferidos para São Paulo. O diretor da equipe, frei Joel Sousa, teve alta ontem.

CALOTE

SANTARÉM

Profissionais de saúde, especialmente médicos que trabalharam no Hospital de Campanha de Santarém, no oeste do Pará, reclamam que ainda não receberam os pagamentos. A unidade encerrou as atividades em setembro do ano passado. Em protesto, o grupo chegou a colocar um outdoor na cidade.

PAGAMENTOS

Nas redes sociais, a Secretaria de Estado de Saúde do Pará informou ontem que todos os pagamentos de despesas do Hospital de Campanha de Santarém foram feitos em juízo e que a medida foi tomada para  defender os interesses dos profissionais, após a Sespa ter sido informada que a Organização Social Instituto Panamericano de Gestão não estava fazendo os pagamentos. A liberação dos valores, segundo a Sespa, está condicionada à decisão da justiça de Santarém. Dezessete médicos já ingressaram com ação de cobrança judicial.

 ATAQUE

“LIVES”

Cada vez mais comum, o ataque de hackers durante eventos virtuais, principalmente acadêmicos, teve como alvo, no sábado, o lançamento do livro “Comida Cabocla, uma Questão de Identidade na Amazônia”, de autoria do professor doutor Miguel Picanço. O evento que estava sendo realizado por meio da plataforma Google Meet foi interrompido por áudios, imagens pornográficas e mensagens expulsando os participantes da sala.

REPÚDIO

Em nota divulgada ontem, o Coletivo em Defesa da Democracia e da Cidade Alfabetizadora condenou a prática de invasão dos ambientes educacionais virtuais. “Repudiamos veementemente e denunciamos esse crime cibernético com ataque de cunho fascista, violento, opressor e criminoso. Nossa total solidariedade ao professor pesquisador e escritor da Amazônia paraense que tem sido uma referência para a nossa educação, além de se posicionar contra a política do ódio através de seus livros, valorizando a nossa identidade regional”, diz a nota.

EM POUCAS LINHAS

► A Secretaria Municipal de Saúde dará início, amanhã, em Belém, à vacinação das pessoas nascidas em 1938, aquelas que completam 83 anos até dezembro deste ano. A imunização ocorre nos 14 pontos já disponibilizados pela Sesma, de 9h às 17h.

► Municípios paraenses como Itaituba, Monte Alegre e Santarém ajudam, desde ontem, a cidade de Prainha, no Baixo Amazonas, enviando cilindros de oxigênio. Foram três aeronaves utilizadas para levar 14 equipamentos e mais cinco lanchas serão usadas para novas remessas.

► O município de Salvaterra, no arquipélago do Marajó, deu início ao plantio de 20 mil pés de abacaxi tipo pérola, com ação dentro de uma Unidade de Produção Integrada.
 
► A iniciativa é executada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) e Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), e visa a proporcionar um produto de maior qualidade em sintonia com as boas práticas de produção e respeito ao meio ambiente.

► Em torno de 49% dos pais de estudantes de escolas públicas municipais e estaduais não confiam na capacidade da instituição de se adequar às normas de segurança sanitária para evitar o contágio da covid-19 no retorno às aulas presenciais.

► Apenas 19% disseram que “confiam muito” na capacidade da escola neste quesito e 31% “confiam um pouco”. Em setembro, o índice dos que não confiavam na segurança sanitária da escola era de 22%.

► Os dados são da quinta edição da pesquisa Datafolha “Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias”, realizada com 1.015 pais ou responsáveis de alunos das redes públicas municipais e estaduais do país, com idade entre 6 e 18 anos, no período de 16 de novembro a 2 de dezembro de 2020.

► Segundo censo recente feito pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), mesmo diante de um cenário de pandemia, sete novos complexos de lojas foram inaugurados em 2020 no país.

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