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LINOMAR BAHIA

linomarbahiajor@gmail.com

Jornalista e radialista profissional. Exerceu as funções de repórter, redator e editor de jornais e revistas, locutor, apresentador e diretor de emissoras de rádio e televisão. Articulista dominical de O Liberal há mais de 10 anos e redator de memoriais, pronunciamentos e textos literários.

Vida que segue

Linomar Bahia

Quaisquer sejam as consequências e os desdobramentos dos movimentos e ações refletidos pelas ruas, no histórico 7 de setembro da última terça-feira, temos que continuar na vida que segue, quando faltam indícios de que o país finalmente se libertará das mesmas dificuldades que consagraram lemas como "liberdade, ainda que tardia", da "Inconfidência Mineira", há 232 anos. Embora centrada contra os altos impostos da política fiscal da coroa portuguesa, talvez inspirada na "Revolução Francesa" no mesmo período, todavia não atingiu o objetivo, deixando o fracasso marcado na história apenas pela participação dos seus mais influentes ativistas como Tiradentes, ao contrário da vitoriosa e exemplar "Queda da Bastilha". 

Nestes mais de 500 anos de descobrimento e 199 de independência, inúmeros movimentos revolucionários e reivindicatórios pouco ou nada conseguiram na solução dos reais problemas seculares do país, desde o "Quilombo de Palmares" em 1597, passando pela Proclamação da República e seguindo até os tempos recentes e consequente instauração do regime nos anos 1964 a 1985. Pretensões e ações efetivadas, com a melhor das intenções, parecem condenadas a somente ilustrarem bandeiras e rimarem hinos, desfraldando frases patrióticas e ecoando refrões ufanistas, conclamando a "ou ficar a Pátria livre, ou morrer pelo Brasil", lema logo desfigurado, ao considerar "deitado eternamente em berço esplêndido". 

Por que, afinal, o Brasíl tem dificuldades em engatar uma "marcha à frente", sem as marchas à ré que têm marcado uma história de solavancos políticos, ideológicos e questiúnculas? O povo já foi acusado de votar mal, mas os fatos desmentem tamanho preconceito, quando esse mesmo povo muda governantes, como mudou para os governos do PT e, depois de 15 anos de "mensalão", "petrolão" e 13 milhões de desempregados, mudou novamente e vê as novas escolhas ladeira abaixo. Prevalece a má qualidade e falta de representatividade dos eleitos, a maioria fruto de uma anomalia eleitoral, que investe nos mandatos gente sem votação própria, artifício das coligações ameaçando voltar pela incrível união de todas as ideologias.

Enquanto a vida segue, aos trancos e barrancos, apenas 27 dos 513 deputados federais s]ao legítimos representantes populares, eleitos por votação pessoal. Os demais 486 foram "puxados" principalmente por celebridades, a exemplo do palhaço "Tiririca", cuja votação "puxou" até quem teve somente 200 votos, em detrimento de votados nominalmente por milhares. Quem ousa contrariar essas e outras anomalias e entraves da vida nacional, está condenado a enfrentar os "anti-governo", que têm deixado o Brasil eterno "país do futuro", sonhado pelo alemão Stefan Zweig, deslumbrado com as riquezas e belezas do Brasil, quando em fuga do regime "hitlerista" em 1941. Como filosofou Érico Veríssimo, "quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento". 

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Linomar Bahia
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