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LINOMAR BAHIA

Jornalista e radialista profissional. Exerceu as funções de repórter, redator e editor de jornais e revistas, locutor, apresentador e diretor de emissoras de rádio e televisão. Articulista dominical de O Liberal há mais de 10 anos e redator de memoriais, pronunciamentos e textos literários. | linomarbahiajor@gmail.com

Sobre nomes de ruas

Linomar Bahia

Prefeitos e vereadores precisam receber aulas obrigatórias para se conscientizarem sobre responsabilidades intrínsecas ao exercício do mandato. Parecem condicionados exclusivamente em propor soluções aos problemas do cotidiano legal da população, inseridas nas promessas de campanha, a maioria sequer iniciadas ou, quando muito, deixadas pelo caminho. O exemplo mais ilustrativo dessa desídia em Belém é a interminável implantação do BRT, que vem se arrastando desde os oito anos de mandato de Duciomar Costa, outros oito anos do Zenaldo Coutinho e já ultrapassa o primeiro ano da nova administração do Edmilson Rodrigues. 

Ganham mais evidência em questões polêmicas, geralmente na contramão do interesse público, muitos saindo do anonimato e concorrendo ao mandamento Divino “perdoai-os, Senhor, porque eles não sabem o que fazem”. Para superar deficiências de conhecimentos, precisam ser informados sobre em que consiste uma “Urb” nas origens latinas. Gestores e legisladores devem saber que ruas, praças e demais espaços de uso comum, contam uma história de existência, composta de nomes, datas e episódios, eternizados nas origens e evoluções urbanísticas, nos quais, a exemplo de uma vida humana, não se pode mexer. 

Ignorância quanto os valores e a memória, contidos em equipamentos e vias, ganha realce, quando vereadores e prefeitos promovem mudanças de nomes de artérias e próprios públicos, muitas vezes vulgarizando as homenagens pela impropriedade na relação das novas denominações com nomes e datas. Tentaram alterar o nome da rua “Apinagés”, ignorando ser honraria a tribos regionais, contemplada nas denominações no bairro do Jurunas. Propuseram mudar o nome da rua “Municipalidade”, por desconhecimento ao significado de conjunto de indivíduos que compõem, como eles, a Câmara e a Prefeitura. 

Tempos atrás, alteraram os nomes da “Tito Franco” para “Almirante Barroso”, “15 de Agosto” para “Presidente Vargas”, praça “Kennedy” para “Waldemar Henrique”, a “Independência” para “Magalhães Barata” e a “São Jerônimo” para “José Malcher”. Agora, a substituição do nome da Praça “Amazonas” pelo da cantora Cleide Moraes, voltou a chamar a atenção para essa nova aberração histórica, ao violentarem a memória da cidade, implicando em alterações cadastrais onerosas de domicílios, afetando inclusive serviços postais, razão do retorno aos nomes originais, o que a Belém de sempre agradece. 

Urge um “basta” nessa populista mudança de nomes de ruas. Razões urbanas e históricas sempre se sobreporão a interesses e conveniências. Há que haver seriedade e consciência exigíveis em gestores públicos, que também devem ser lembrados serem eleitos para zelar pelos bens urbanos, entre eles as ruas. Sem demérito para homenageados, já se aventou alguma forma de proibir proposituras dessa natureza e revogar substituições anteriores, resguardando os nomes merecedores somente para novos espaços. Ou, então criminalizar a prática, como lição a vereadores e prefeitos sobre o que é uma “Urb”.

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Linomar Bahia
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