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Mayara Domont

Assistente Social formada pela Universidade Federal do Pará, Especialista em Gestão, Consultoria, Auditoria, Perícia e Fiscalização Ambiental, mentora de redes sociais, graduanda em Marketing pela Estácio, ministrou aulas em disciplinas na área ambiental pelo IFPA, e possuia a loja online Mel Camisetas de Produtos Católicos. Começou a carreira como assistente social em projetos socioambientais, mas desde muito jovem se encantou pelo mundo digital e das vendas, bem como pela tarefa de treinar e desenvolver pessoas na área de tecnologias, redes sociais e vendas, focando na acessibilidade digital. consultmaydomont@gmail.com @consult_mayaradomont

Tic tac! Tic Tac!

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Você ainda usa relógio no pulso?

Ou já se acostumou com ele na tela  do seu smartphone?

Se tem algo que marcava a identidade de uma casa eram os relógios.

Seja aquele na cozinha com desenhos de frutas ou aquele de madeira com o famoso “cuco” do desenho animado? Bom esse eu nunca vi de verdade, se bem me lembro na casa dos meus avós o cuco já não funcionava mais. Eu achava o máximo aquele passarinho saindo lá de dentro naqueles filmes bem antigos.

As horas sempre foram as mesmas para todo mundo, mas o relógio não.

Seja na igreja ou nas antigas torres, ele não vivia sem seu amigo fiel: o sino.

Do relógio de bolso até se chegar aos relógios de pulso demorou bastante.

Saem os sinos e suas badaladas estrondosas e chegam os ponteiros. Delicados e aliados da matemática.

Em Belém temos uma praça que durou por anos o ritmo da cidade. E as nossas igrejas da Sé e Basílica? Até hoje reverteram seus sinos ás 6 da manhã e já nos fazem pular da cama.

Você que hoje só pisca e tem a hora no ato, não sabe o desespero de uma criança par aprender a calcular as horas. Aja matemática.

Hoje tudo é tão prático que as crianças nem querem aprender a ver as horas no relógio tradicional. A escola até ensina, mas na prática quem manda são os relógios digitais e smartphones.

O relógio de hoje em dia continua sendo objeto de desejo para muitos, mas as funções a prova d’água e resistência nem de perto são os recursos mais desejados. Cartier? Tissot? Rolex? Esses são para poucos, às vezes para grandes empresários ou colecionadores.

O preço do relógio determina seu poder mas também seu alcance tecnológico.

Relógios se tornaram inteligentes. O “cuco” agora saiu da toca e se tornou medidor de pressão, estresse, sono, oxigenação, analisa hábitos, informa mensagens do whatsapp, instagram… Ufa!

Parece que nos tornamos verdadeiras máquinas monitoradas por eles. Tem tudo que se possa imaginar. A bússola deu lugar ao GPS e a aquela ampulheta deu lugar ao cronômetro digital que não só diz a hora que você pára, mas te aconselha que você poderia ter feito um pouco mais nos seus exercícios.

Se não bastasse o relógio também faz pagamentos por aproximação! Uau!

Ai cuco cadê você que só marcava as horas?

A IA também chegou no contador das horas controlando tudo ao redor.

Nossos avós viviam cada segundo com aquele famoso barulhinho. Hoje o relógio é silencioso e sem sempre nos desperta. E de pensar que ele era um objeto que passava de geração pra geração. Hoje você troca de acordo com a série lançada.

O tempo passará de qualquer forma, relógios mudam de formatos e funções. Adoro o meu digital, mas também tenho carinho especial pelo analógico.

Tudo mudou para ele, mas o tempo, o passar do dia, que sempre parece ter menos de 24 horas, acreditem ainda pode ser apreciado guiado pelo amanhecer e o anoitecer. A celeridade do mundo moderno nos tira as horas, o sono e o apreciar da vida. Respeite o tempo, viva os segundos, minutos e as horas e quem sabe aprecie o tempo como antigamente, através da natureza. A vida é muito curta! Tic-tac!

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