DENIS FARIAS

Denis Farias é Advogado, Especialista em Direito Eleitoral, Professor, Consultor Jurídico, Data Protection Officer, Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Partidário, Membro da Comissão Nacional de Direito Eleitoral do Conselho Federal da OAB.

A Queda de Nicolás Maduro e os Impactos nas Eleições Gerais

Denis Farias

As imagens que circularam pelo mundo nos primeiros dias de 2026, marcadas por tensão diplomática, reescrevem a influencia da ideologia esquerdista na América Latina. Relatos de uma ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, culminando na remoção de Nicolás Maduro do poder, romperam um ciclo de mais de uma década de autoritarismo, miséria e isolamento internacional. 

Independentemente das controvérsias jurídicas e geopolíticas que cercam o episódio, o fato incontroverso é que a ditadura chavista foi pesada na balança e achada em falta.

Nicolás Maduro governou a Venezuela sob um regime marcado pela concentração de poder, repressão sistemática da oposição, ataques à liberdade de imprensa, controle do Poder Judiciário e eleições questionadas pela comunidade internacional. O resultado foi uma crise humanitária sem precedentes, colapso dos serviços públicos, hiperinflação e o êxodo de milhões de venezuelanos, forçados a abandonar seu país em busca de sobrevivência. 

O Brasil, país vizinho e fronteiriço, foi um dos mais impactados, passando a lidar com pressão sobre saúde, assistência social e segurança pública. Durante esse período, o governo brasileiro, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, manteve uma relação política e diplomática estreita com o regime de Maduro. Tratando-o com um “companheiro”. Alinhado com a ideologia esquerdista de Nicolás Maduro, o Brasil relativizou denúncias graves de violações de direitos humanos e buscou reaproximação institucional com Caracas. Essa escolha política, agora, cobra seu preço.

A queda de Maduro reposiciona o debate geopolítico na região. Para o povo venezuelano, o acontecimento simboliza o fim de um ciclo de opressão e o início da reconstrução da liberdade, após anos de submissão a um Estado autoritário. Para a América Latina, abre-se um novo tabuleiro, no qual regimes esquerdistas personalistas perdem terreno.

No Brasil, os reflexos em pleno ano das Eleições Gerais de 2026 são inevitáveis. A associação histórica de Lula com Maduro, tende a ficar politicamente exposta. A narrativa da defesa de regimes autoritários, somada ao impacto direto da crise migratória venezuelana sobre o território brasileiro, fragiliza o governo de Lula e fortalece a alternância de poder. Moldando a política externa ao alinhamento do Brasil com democracias liberais.

O novo cenário favorece a direita e centro-direita, que deve capitalizar o sentimento de rejeição a experiências autoritárias na região. A queda do chavismo funciona como alerta, contra projetos de poder baseados em ideologia esquerdista, personalismo e controle estatal excessivo.

O colapso do regime de Maduro, ecoa como um recado sobre a vigilância que devemos ter com a democracia, impondo limites ao excesso poder e responsabilidade internacional. Em 2026, o Brasil escolherá sobretudo qual modelo de país e de inserção no mundo deseja seguir.

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