Último Quarto

Por Danilo Monteiro

Espaço dedicado para os esportes norte-americanos, especialmente o basquete. A coluna é assinada pelo jornalista formado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Danilo Monteiro, que começou sua trajetória na área esportiva em 2016, em Belém, como repórter e comentarista na Rádio Unama. Atualmente, é repórter nas revistas VEJA e Placar.

Heat não tem antídoto para Anthony Davis, mas quem tem?

A equipe de Miami sofre do mesmo que outros adversários do Los Angeles Lakers

Danilo Monteiro

Outro 3 a 1 para o Los Angeles Lakers nos playoffs de 2020 e a pergunta para o Miami Heat e os demais adversários é a mesma: como parar Anthony Davis? O antídoto não é tão simples de ser criado, pois o ala-pivô, além dos 2,8 metros de altura, é agraciado com uma leitura de jogo e técnica fora de série, o que o torna quase impossível de ser marcado.

A primeira solução teoricamente é simples, basta colocar o seu melhor defensor de garrafão para marcar Davis. O ala-pivô, porém, acaba com essa estratégia por meio de trocas ou espaçando a quadra, já que ele também apresenta perigo nas bolas de três pontos. O segundo método defensivo é dobrar a marcação, mas como sobreviver a isso quando um dos companheiros de Davis é LeBron James?

Esse é apenas um dos muitos dilemas que o Miami Heat enfrenta na final da NBA, como o das lesões de Bam Adebayo (retornou no jogo 4) e Goran Dragic. Davis, além de pontuador, reboteiro e um dos melhores defensores da liga, é um facilitador. É muito mais fácil construir jogadas ofensivas com Davis dominando o garrafão e atraindo pivôs para o perímetro, pois isso libera espaço para LeBron James machucar a defesa com infiltrações e passes dignos de um ótimo armador.

O jogo 4 foi um verdadeiro retrato da série. James foi o cestinha com 28 pontos, mas boa parte de suas oito assistências, assim como em outros jogos, advém do espaço aberto por Davis para outros companheiros. Davis anotou “apenas” 22 pontos, mas com o ótimo aproveitamento de 50%. A média do ala-pivô na série é de 25.8 pontos, algo distante dos 31.2 que teve contra o Denver Nuggets na final do Oeste. A diferença está na maior atenção que o Heat tem dado na marcação de AD, que tem de enfrentar Adebayo, um defensor muito melhor do que Nikola Jokic, mas o antídoto para o seu estilo de jogo não parece existir.

O talento de Anthony Davis, quase impossível de ser anulado, ainda conta com seu poder decisivo. Não importa a fase, o marcador ou o jogo, ele vai matar bolas decisivas sem hesitar, algo presente em poucos jogadores de basquete. O “casamento” de Davis e LeBron é tudo que o Lakers precisa para vencer o título, que pode ser garantido no jogo 5, nesta quinta-feira. Sem Dragic, é difícil imaginar uma reação do Heat.

Danilo Monteiro
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