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Crescimento do veganismo aumenta a procura por comidas típicas veganas durante a quadra nazarena

O crescente pedido para a criação de uma maniçoba vegana fez a nutricionista Julia Castro adaptar o prato regional mais consumido da época

O Liberal

Seja por não compactuar com o sofrimento animal, pela busca por uma alimentação saudável ou consciência do impacto ambiental gerado pela indústria, o veganismo, cada vez mais, vem atraindo os olhares da população ao redor do mundo. Só no Brasil, uma pesquisa da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) feita em fevereiro de 2021, revelou que um terço das pessoas já escolhem opções veganas nos estabelecimentos alimentícios. 

Apesar da crescente alta pelo estilo de vida, para os paraenses, embarcar nessa jornada pode ser um verdadeiro desafio devido a rica culinária, que carrega iguarias famosas como o pato no tucupi, maniçoba e vatapá. A busca por esses pratos adaptados é grande, e diferente do que muito se encontra pelas ruas de Belém, não existe um espaço físico que oferte apenas comidas típicas veganas.

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Essa falta de opção atraiu o olhar de Julia Castro, uma nutricionista de 25 anos que viu no veganismo, uma forma de garantir uma fonte de renda. Há 5 anos, incentivada por uma amiga, a jovem deu o pontapé inicial e abriu a ‘Tempero Veg’, um estabelecimento que funciona apenas através de delivery, com refeições variadas que vão de estrogonofe de brócolis e tofu à risoto de tomates confitados e bolinho de grão de bico: tudo vegano, saudável e com um bom custo benefício.

"Percebi que tinham poucos locais ofertando e decidi arriscar, deu certo e fiz disso minha fonte de renda. Fui estudar nutrição para entender mais do cardápio, dos nutrientes e me apaixonei pelo mundo da alimentação", declarou ela sobre o surgimento do local.  

Já sabendo da alta demanda por comidas típicas, a nutricionista, que é apaixonada por vatapá e maniçoba, resolveu veganizar esses pratos e botar à venda no seu restaurante. “Sempre que chegava o Círio perguntavam [sobre as comidas], principalmente da maniçoba, nesse período a demanda é gigantesca”, declarou. 

Na receita, o camarão do vatapá original é substituído por batata, cenoura e azeitona. Já a maniçoba é repleta de castanhas e carnes de soja defumadas, que são feitas especialmente por ela. 

Maniçoba feita com carne vegetal e castanha. (Divulgação / Julia Castro)

A opção é uma ótima alternativa, não só para aqueles que adotaram o veganismo, mas também para os que optaram por uma maniçoba mais 'saudável', sem a gordura presente da versão popular. Mesmo não sendo católica, Julia celebra com a mesma emoção o Círio de Nazaré. “Sou da umbanda e cultuo orixás, Nossa Senhora de Nazaré na umbanda é Oxum e eu sou muito devota, minha mãezinha”, contou.

A nutricionista comemorou a alta procura pela maniçoba no Círio de 2021 e confessou que, talvez mais à frente, possa fazer testes para colocar um arroz paraense no cardápio. A opção será um novo conforto para o paladar dos paraenses adeptos ao veganismo, que sentem falta de degustar uma das coisas que o Pará tem de melhor: a culinária regional.

(Texto: Paula Figueiredo, estagiária de jornalismo, sob a supervisão de Heloá Canali)

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