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FÉ E CULTURA

Arrastão do Círio celebra fé e ancestralidade amazônica no centro histórico

Cortejo cultural reúne o Batalhão da Estrela em frente à Estação das Docas com manifestações artísticas, música e celebração da cultura amazônica

Bruna Dias Merabet e Lívia Ximenes

10 de outubro de 2026 às 10:22

Idealizador Júnior Soares destaca a preservação da identidade regional na 24ª edição do Arrastão do Círio do Arraial do Pavulagem

Idealizador Júnior Soares destaca a preservação da identidade regional na 24ª edição do Arrastão do Círio do Arraial do Pavulagem ( Foto: Lívia Ximenes )

 Arrastão do Círio, promovido pelo Arraial do Pavulagem, que faz parte da programação cultural do Círio de Nazaré em Belém, terá seu cortejo neste sábado (10). Em sua 24ª edição, o arrastão percorre o centro histórico da capital paraense, reunindo manifestações artísticas, ritmos e tradições que expressam a diversidade e a memória da cultura amazônica.

O evento reúne o Batalhão da Estrela e devotos de Nossa Senhora de Nazaré em frente à Estação das Docas. Centenas de "pavuleiros" aguardam a chegada da Imagem Peregrina.

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“Nós estamos aqui, com essa celebração de cultura e fé, fazendo esse exercício desse milagre que acontece, do Círio fluvial de vir das águas e passar para o asfalto, com a simbologia da barca, que é o brinquedo que conduz o Arrastão do Círio, diferente do Boi Bumbá, que é no mês de junho. Então é uma outra cena que acontece aqui. Mas a gente está fazendo sempre agora, vai começar daqui a pouquinho, uma celebração diferente, onde a gente celebra os povos, as Amazônias, os indígenas, os quilombolas, e traz essa música mais ancestral, junto com uma parte mais cênica", disse Júnior Soares, idealizado do Arraial.

Ele ainda destaca a relação entre música com a festa que celebra a Rainha da Amazônia. Para este ano, ele pede que Nossa Senhora mantenha a cultura preservada.

“Que a cultura seja preservada no futuro, porque ela é a força de expressão do nosso povo. Acho que a nossa identidade enquanto Amazônica pode estar em risco sem interseção dela, junto a quem manda desse universo que é Deus, Jesus. Acho que essa interseção é importante para nós, para que as coisas nossas permaneçam. Isso depende muito de cada um de nós, desse horizonte muito perto que se aproxima. É estar com consciência, pensando no futuro, o que é melhor para o país, o que é melhor para a gente, para a nossa cidade e para nós que vivemos nesse momento, nesse lugar", explica.