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TRANSFOBIA

VÍDEO: Influenciadora trans relata agressão após episódio em bar no Maranhão: 'Quero justiça'

Léa afirmou que ficou surpresa com a violência e que pretende buscar justiça pelo caso

Gabrielle Borges

10 de agosto de 2026 às 11:34

A equipe jurídica de Léa informou que o Boletim de Ocorrência foi registrado e que a influenciadora realizou exame de corpo de delito

A equipe jurídica de Léa informou que o Boletim de Ocorrência foi registrado e que a influenciadora realizou exame de corpo de delito ( Foto: Reprodução )

A influenciadora digital Léa Reis relatou ter sido vítima de agressão e transfobia após um episódio ocorrido em um bar de Balsas, no Maranhão. O caso ganhou repercussão nas redes sociais neste fim de semana, depois que a criadora de conteúdo publicou um vídeo em que aparece machucada e emocionada.

Segundo Léa, o episódio aconteceu na madrugada deste domingo (9), após ela participar do casamento de uma amiga na cidade. Depois da cerimônia, ela saiu com amigos para conhecer Balsas e foi a um bar.

Em uma publicação no Instagram, a influenciadora afirmou que foi atacada por uma mulher que, segundo ela, não conhecia. Léa relatou ter levado socos no rosto e ficou com ferimentos na boca e nas mãos. “Eu sofri uma transfobia que eu nunca pensei na minha vida”, declarou.

Mulher apontada por Léa apresenta outra versão

A mulher apontada pela influenciadora como responsável pela agressão, a servidora pública Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos, apresentou uma versão diferente sobre o episódio.

Por meio de nota, Écilla afirmou que teria reagido após ela e o marido serem vítimas de importunação sexual. A versão apresentada por ela será considerada durante a investigação.

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Busca por justiça

Léa afirmou que ficou surpresa com a violência e que pretende buscar justiça pelo caso. “Eu não entendi o que está acontecendo. Foi uma forma muito agressiva e eu quero procurar justiça”, disse. Em outro trecho do vídeo, a influenciadora reforçou o pedido para que o episódio seja apurado. “Eu fui agredida brutalmente. Todos que estavam lá ficaram chocados. Eu quero justiça de qualquer forma”, afirmou.

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Polícia Civil investiga

A Polícia Civil do Maranhão iniciou a investigação. Segundo a delegada Ana Marisa, responsável pelo caso, imagens das câmeras de segurança do bar foram analisadas. De acordo com a delegada, as gravações não indicaram provocação, aproximação ou interação anterior por parte de Léa que pudesse ter motivado a agressão.

A autoridade policial também alertou sobre comentários discriminatórios publicados contra a influenciadora nas redes sociais. “As pessoas precisam aprender a respeitar os outros. Onde não há respeito, entra o Direito Penal, e a responsabilidade criminal deve ser apurada”, afirmou.

A equipe jurídica de Léa informou que o Boletim de Ocorrência foi registrado e que a influenciadora realizou exame de corpo de delito. A defesa também afirmou estar reunindo mensagens e perfis que teriam publicado ofensas ou conteúdo transfóbico para avaliar medidas judiciais.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)