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ACIDENTE

Hopi Hari teria cortado assistência a jovem que perdeu movimentos após andar em montanha-russa

Júlia Bossoni sofreu traumatismo craniano após andar na Montezum, em abril; segundo a mãe, parque deixou de prestar auxílio depois da transferência para o Paraná

O Liberal com informações da AE

21 de setembro de 2026 às 19:02

Este não é o primeiro relato de acidente envolvendo a atração.

Este não é o primeiro relato de acidente envolvendo a atração. ( Foto: Reprodução/TV Globo )

A família de Júlia Bossoni, de 28 anos, afirma que o Hopi Hari interrompeu a assistência oferecida à jovem após a transferência dela de Vinhedo, no interior de São Paulo, para Londrina, no Paraná. Júlia sofreu um traumatismo craniano e perdeu os movimentos após andar na montanha-russa Montezum, em abril de 2026.

O caso foi exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo, no último domingo (20). No dia seguinte, a mãe da jovem, Danielle Rímoli, relatou à EPTV, afiliada da Globo, que o parque deixou de ajudar a família após a mudança de cidade.

Júlia permaneceu internada durante 57 dias em Vinhedo, onde está localizado o parque. Segundo a mãe, durante esse período o Hopi Hari teria custeado despesas relacionadas à permanência da família na cidade. Após a transferência para Londrina, porém, a ajuda teria sido encerrada.

"Eles acionaram o seguro exclusivamente para pagar nossa hospedagem e alimentação por dois meses em Vinhedo. Para a Júlia, não foi feito absolutamente nada (...) Eles sumiram e não deram mais um centavo", afirma Danielle Rímoli, mãe de Júlia, em entrevista ao canal EPTV, afiliado da Rede Globo.

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Jovem passou por novas cirurgias

Segundo Danielle, o estado de saúde da filha apresentou uma piora nos últimos meses. Júlia ficou internada entre 4 de agosto e 5 de setembro para passar por novos procedimentos cirúrgicos na cabeça.

Após a primeira cirurgia de emergência, realizada em abril, o couro cabeludo da jovem teria aderido diretamente ao cérebro. Um novo procedimento foi necessário para realizar a separação sem provocar outros danos.

Júlia também precisou passar por uma cirurgia para tratar um acúmulo de líquido na cabeça, quadro conhecido como hidrocefalia.

"Ela não está como estava antes dessas cirurgias. Regrediu. Os movimentos, a fala e as reações ficaram bem limitados. Ela fala muito baixinho e se comunica pouco", relatou Danielle à EPTV.

Atualmente, de acordo com a mãe, a jovem realiza sessões diárias de fisioterapia, fonoaudiologia e eletromodulação.

Polícia e Ministério Público investigam o caso

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo investigam as circunstâncias do acidente. A reportagem do Fantástico também apresentou outros relatos de pessoas que teriam sofrido ferimentos após utilizar a montanha-russa Montezum.

Em manifestação enviada anteriormente ao Estadão, o Hopi Hari afirmou que a atração possui certificação internacional emitida pelo Grupo TUV Nord e que o parque segue protocolos de segurança, incluindo treinamento dos funcionários e as normas nacionais para parques de diversões.

"O episódio envolvendo a jovem paranaense ocorreu em sua segunda passagem pela atração, quando apresentou um quadro de convulsão e recebeu pronto atendimento das equipes do parque, seguindo todos os protocolos de segurança. A providência inicial foi prestar os primeiros socorros no ambulatório do parque", disse.

O parque também afirmou que Júlia foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo e permaneceu no hospital até apresentar condições de retornar à cidade onde mora.

"A direção do parque acompanhou de perto o tratamento prestado, sempre em contato com os familiares, custeando as despesas durante a permanência em Vinhedo", ressaltou.

O marido de Júlia, João Pedro Bossoni Dionisio, afirmou que o traumatismo craniano sofrido pela mulher foi "decorrente dos fortes impactos e solavancos da atração".