Gripe pode aumentar em até seis vezes chances de ataque cardíaco

Idosos, a partir dos 65 anos, são o grupo mais vulnerável. Vacinação é essencial.

Com o clima esfriando, doenças sazonais, como gripes e resfriados, podem se tornar mais frequentes. Mas para além da coriza, dor no corpo, dor de cabeça, febre, tosses, espirros e olhos lacrimejantes, há um risco maior: ataques cardíacos. Estudo publicado pela New England Journal aponta que o risco de um ataque cardíaco chega a ser seis vezes maior, principalmente na primeira semana de contaminação do vírus. Mas os idosos são o público que mais apresenta vulnerabilidade.

Para pessoas com 65 anos ou mais, segundo o estudo, o risco de ataque cardíaco permanece aumentado mesmo após meses da recuperação dos sintomas. Idosos ainda estão submetidos a riscos potencializados acidentes vasculares cerebrais (AVCs ou derrames) e outros problemas cardiovasculares.  

Tal aumento de riscos ocorre em função da inflamação dos músculos do coração. Consequentemente, maiores riscos de formação de coágulos sanguíneos, responsáveis pela ocorrência de diversos problemas cardiovasculares.

Nos idosos, a gripe está relacionada a seis das 10 principais causas de hospitalização e pode evoluir, inclusive, para o óbito. A maioria das mortes por influenza sazonal é registrada nessa população, especialmente em não vacinados.

A vacinação é a melhor alternativa para se prevenir, podendo ser feita tanto na rede privada quanto pública. Nas clínicas particulares, há duas vacinas contra o vírus influenza: as trivalentes e as quadrivalentes. As trivalentes protegem contra três tipos de vírus, enquanto as quadrivalentes oferecem proteção mais ampla, pois contém um vírus a mais, protegendo contra quatro tipos. O sistema público de saúde, porém, oferece apenas a vacina trivalente.

"A prescrição de vitaminas tem sido largamente difundida, não só para aumentar a resistência, como também para combater o envelhecimento. Entretanto, o consumo em excesso pode trazer danos à saúde. No caso da vitamina C, doses diárias têm sido recomendadas para combater doenças como aterosclerose, esquizofrenia e aumentar a resistência a resfriados e infecções respiratórias. Porém, esse emprego não tem nenhuma comprovação científica validada até o momento. O consumo em excesso poderia trazer problemas como diarréias, litíase renal (pedra no rin) e alterações menstruais, sobretudo quando o consumeo for acima de 1 g dia", comenta o médico patologista e professor Juarez Quaresma. 

Recentemente, foi aprovada pela ANVISA uma vacina desenvolvida exclusivamente para a população acima dos 65 anos. Nesta população, a vacina apresentou-se 24,2% mais eficaz na proteção contra a gripe em comparação à vacina contra influenza trivalente aprovada atualmente no Brasil.

Adultos a partir de 65 anos são, particularmente, mais vulneráveis a complicações associadas ao vírus Influenza, o que significa que a resposta de anticorpos após o recebimento da vacina tradicional contra a gripe nessa população é mais baixa do que em adultos.

A nova vacina aguarda definição de preço da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para ser distribuída para clínicas particulares de todo o país.

"O melhor tratamento, no caso dos refriados e gripes, são medicamentos para combater os sintomas como febre, congestão nasal, coriza e mal estar associado. Consumo de liquidos e repouso são mais indicados, uma vez que essas doenças são provocadas por virus e o sistema imunológico se encarrega de reconhecer e eliminar os mesmos", conclui o professor Juarez 

FONTE: KETCHUM E REDAÇÃO INTEGRADA DE O LIBERAL

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