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'Só saio no caixão'

Diaba Loira é encontrada morta após tiroteio entre facções rivais TCP e CV; saiba quem era

Mulher foi localizada enrolada em um lençol com marcas de tiros na cabeça e no tórax; traficante ficou conhecida nas redes sociais após trocar o Comando Vermelho pelo Terceiro Comando Puro

Hannah Franco

15 de agosto de 2025 às 16:19

( Foto: Reprodução/Redes Sociais )

Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como "Diaba Loira", foi encontrada morta na madrugada desta sexta-feira (15/8), em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A mulher, ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP), teria sido executada após um confronto com rivais do Comando Vermelho (CV) nas comunidades do Fubá e Campinho. O corpo, com marcas de tiros na cabeça e no tórax, foi deixado na Rua Cametá, enrolado em um lençol.

Procurada pela polícia e conhecida nas redes sociais por ostentar armas de grosso calibre e frases provocativas, como "Não me entrego viva, só saio no caixão", Eweline era desertora do CV e teria mudado de lado nos últimos meses. A morte foi confirmada por familiares nas redes sociais, embora a Polícia Civil ainda aguarde a confirmação oficial da identidade por meio de perícia.

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O corpo de Eweline foi encontrado por moradores na Rua Cametá, fora da área do confronto entre o TCP e o CV, mas com sinais claros de execução. Vestida de preto e enrolada em um lençol, apresentava tiros na cabeça e no tórax. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra pessoas ao redor do corpo, e o caso ganhou repercussão rápida.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que ela tenha sido assassinada por rivais do CV como retaliação pela deserção. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e aguarda identificação oficial.

Quem era a Diaba Loira?

Antes de se tornar um rosto conhecido no submundo do tráfico, Eweline teve uma trajetória marcada por episódios de violência pessoal e criminalidade. Ela foi vítima de tentativa de feminicídio em Santa Catarina, onde seu ex-marido foi acusado de esfaqueá-la após uma briga envolvendo acusações de traição e desvio de dinheiro. A tentativa de homicídio a levou a uma cirurgia de emergência.

Diaba Loira é morta após traição ao Comando Vermelho; entenda o caso
Diaba Loira é morta após traição ao Comando Vermelho; entenda o caso (Reprodução/Redes Socias)

Após o caso, Eweline passou a ser investigada por tráfico de drogas em Tubarão (SC). Em 2023, foi presa duas vezes por envolvimento com facções criminosas, posse ilegal de armas e por planejar execuções. Chegou a usar tornozeleira eletrônica, mas logo se tornou foragida da Justiça.

No início de 2024, Eweline se mudou para o Rio de Janeiro e se abrigou em redutos do Comando Vermelho, como o Complexo do Alemão e a Gardênia Azul. Depois, rompeu com a facção e passou a integrar o TCP, tornando-se alvo dos antigos aliados.

Por que a Diaba Loira ficou famosa?

Saiba quem era Diaba Loira, traficante morta após mudar de facção no Rio.
Saiba quem era Diaba Loira, traficante morta após mudar de facção no Rio. (Divulgação/PC)

O apelido “Diaba Loira” surgiu após sua chegada ao Rio. A traficante chamava atenção nas redes sociais por postar vídeos portando fuzis e pistolas, frases de confronto e ameaças a rivais. Seu perfil chegou a reunir mais de 70 mil seguidores, com vídeos onde ostentava poder, ironizava facções e questionava a atuação da polícia. No entanto, sua fama cresceu após ela mudar de facção.

Eweline era alvo de investigações em dois estados: Santa Catarina e Rio de Janeiro. Entre os crimes atribuídos a ela estão:

  • Tráfico de drogas
  • Associação para o tráfico
  • Porte ilegal de armas
  • Formação de organização criminosa
  • Planejamento de homicídios

Segundo a polícia, em uma das prisões, ela foi flagrada a caminho da execução de um rival da facção. Chegou a responder em liberdade, mas após a revogação do benefício, desapareceu e passou a viver como foragida.