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Torcedores que moram fora do estado explicam porque o Re-Pa é a cara de Belém

Clássico mais disputado do mundo faz a capital paraense se destacar no meio esportivo

Andreia Espírito Santo

Belém completa hoje (12) 406 anos e, na área do esporte, algo que ilustra bem a capital paraense é o clássico Re-Pa. Já foram disputados 762 jogos entre Remo e Paysandu, que sempre são lembrados no Brasil e no mundo. Eles representam, ao lado da Tuna, a essência esportiva que Belém tem a oferecer. 

Antes da pandemia do novo coronavírus, o clássico era disputado no Mangueirão e vivia lotado. O local está passando por uma reforma, prevista para terminar em setembro deste ano, e os jogos voltaram a ser realizados nos estádios do Baenão, que pertence ao Remo, e Curuzu, que é do Paysandu. Foram quase dois anos sem a torcida presente devido à covid-19. Após a vacinação, os jogos voltaram a ocorrer com público. Mas, por questão de segurança, a torcida em cada estádio ainda é única. 

E no dia do aniversário de Belém não há melhor do que os torcedores do Remo e Paysandu falarem um pouco sobre o que representa o Re-Pa. O Liberal escutou torcedores para saber porque o clássico representa bem a capital do Pará.

O torcedor do Remo, Gilberto Figueiredo, de 34 anos, mora em Niterói (RJ), e teve o privilégio de conseguir assistir ano passado o jogo da semifinal da Copa Verde entre Remo e Paysandu. Aliás, com direito a vitória do Leão e classificação para a final do torneio regional. 

“Moro no Rio de Janeiro. Uma das coisas que mais sinto falta é poder ir ao estádio. E o Re-Pa representa uma cultura, a cidade de Belém. É um clássico que por ser o mais jogado, o maior do mundo, por si só ele tem uma mística especial. Fazia muitos anos que eu não assistia a um Re-Pa e estive no último da Copa Verde que a gente ganhou o rival de uma forma superior. Espero que continue a freguesia eterna. Viva Re-Pa, viva Belém, viva o Clube do Remo”, declarou.

Último Re-Pa ocorreu no Baenão e contou com a presença da torcida azulina (Cristino Martins / O Liberal)

Diferente de Gilberto, Leandro Ferreira, de 25 anos, que também é torcedor do Remo, está há um bom tempo sem ver o Re-Pa de forma presencial. Mas ele sempre acompanha pela televisão. Ele mora há 14 anos em Macapá (AP) e sente muita saudade de acompanhar o clássico que é a cara de Belém.

“Sou paraense, mas moro há 14 anos em Macapá. Sinto muita falta de ir ao estádio em dia de Re-Pa. Sinto falta do ambiente que se cria em Belém. O caminho de quem vai para o Mangueirão. Ver as bandeiras pelo bairro. Torcida nos ônibus. Comer churrasquinho de gato. A resenha e vibração. Faz muita falta para quem mora longe de Belém. Fica a saudade de acompanhar de perto”, comenta.

Já o torcedor do Paysandu, Antônio Pontes, de 40 anos, espera em breve conseguir vir assistir ao Re-Pa. Há mais de quatro anos ele mora em Belo Horizonte (MG) e sente muita saudade do clássico que movimenta Belém.

“Moro longe de Belém há mais de quatro anos. E o que mais sinto saudade é assistir Re-Pa. Ver a torcida do Paysandu lotando o Mangueirão, fazendo a festa. Saudade de Belém e do Papão”, relata.

Re-Pa em números

Remo e Paysandu já se enfrentaram 762 vezes. O último jogo foi em 4 de dezembro de 2021, quando o Leão venceu o Papão por 2 a 0 e conseguiu a vaga na final da Copa Verde.

O Remo tem 266 vitórias e marcou 969 gols. Já o Paysandu tem 238 vitórias e marcou 965 gols. Os times paraenses empataram 258 vezes. E o clássico tem 1934 gols anotados. A maior goleada do Re-Pa foi em 22 de julho de 1945, quando o Paysandu venceu o Remo por 7 a 0 no Baenão.

Neste ano, os times vão se enfrentar mais vezes que em 2021. Os dois times vão disputar a Série C do Campeonato Brasileiro e ficam no mesmo grupo. Mas o primeiro Re-Pa de 2022 será ainda pelo Campeonato Paraense na 7ª rodada, ainda sem data e horário definidos.

Belém Pra Ver e Sentir
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