Epaminondas (Claudio Rendeiro), humorista e juiz de direito

Redação Integrada

Fenômeno na internet e no stand-up comedy, "Epaminondas Gustavo" é um personagem criado pelo juiz de direito e humorista Claudio Henrique Lopes Rendeiro, natural de São Caetano de Odivelas e tão apaixonado por Direito e comédia quanto pelos municípios de Cametá, Abaetetuba e Igarapé-Miri. Epaminondas é um ribeirinho de Cametá que representa o cabloco paraense e o seu linguajar.

É juiz há 25 anos e nunca fez teatro, o que não o impediu, em 2009, de sugerir uma encenação para explicar de forma mais dinâmica o que faz uma Vara de Execução Penal de Penas e Medidas Alternativas, onde são aplicadas penas que não incluem prisão.

Claudio Rendeiro, o juiz de direito e usando toga, realizava uma breve palestra sobre as penas alternativas e, após a palestra de uma assistente social, Epaminondas, o ribeirinho com chinelo de dedo, camisa simples, chapéu de palha, saquinho plástico com documentos e um pato, entrava e perguntava se aquele local era "as coisas de não-sei-o-quê alternativas". Naquele momento, uma funcionária — interpretando uma juíza — explicava o que era aquela vara e sua finalidade, de forma bastante didática. A ideia fez tanto sucesso que surgiram convites para encenação em outras varas e rendeu uma apresentação no Congresso Nacional de Penas Alternativas. E parou por aí.

O retorno de Epaminondas só aconteceu em 2013, nos primórdios do aplicativo WhatsApp. Claudio voltava para Belém e ficou preso em um engarrafamento, resolveu puxar o celular e enviar um áudio. Nascia o primeiro áudio de Epaminondas, que foi um dos primeiros ou o primeiro personagem a se referir ao aplicativo como Zap-Zap. Surgiu também o sobrenome Gustavo, que, segundo o próprio ribeirinho, sua mãe "gustava" muito de usar o verbo.

O que pouca gente sabe é que Epaminondas Gustavo tem um filho juiz que se chama Claudio Rendeiro, de quem tem muito orgulho e adora contar as histórias do filho, que era "magro e feio". Na verdade, o personagem foi originalmente inspirado no pai de Claudio, um português chamado Manoel, e seu tio chamado Benedito, de quem Epaminondas herdou os jeitos e trejeitos.

Em 2014, foi convidado pela Justiça do Trabalho a gravar áudios sobre a campanha de combate ao trabalho infantil e, em 2019, participou da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, onde relançou e autografou os livros "Líricas Ribeirinhas e Outras Margens", "Sátiras de um Ribeirinho" e "Causos".

Na campanha Belém Pra Ver e Sentir, Claudio Rendeiro escolheu a CIDADE VELHA como um dos lugares favoritos na capital paraense.

GALERIA

Cidade Velha

Belém Pra Ver e Sentir
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