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QUIMERA

Zenaldo fala em 'perseguição política' e ataca governador

Prefeito chamou de "circo" operação da Polícia Civil que investiga gastos municipais com respiradores

Redação Integrada

9 de outubro de 2020 às 18:58

Na coletiva, Zenaldo chamou o governador de "Rei do Norte" e disse que a operação é política

Na coletiva, Zenaldo chamou o governador de "Rei do Norte" e disse que a operação é política ( Foto: Divulgação )

Na tarde desta sexta-feira (09), o Prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, convidou a imprensa para uma coletiva no gabinete municipal, em Nazaré, para falar sobre as ações da Operação Quimera, da Polícia Civil. Desde o começo da entrevista, Zenaldo deixou claro que acreditava que a operação tinha motivação política, e direcionou duras críticas ao governador Helder Barbalho.

"A operação foi estranha porque em junho ainda, a Secretaria de Saúde prestou todos os esclarecimentos ao Ministério Público, estadual e federal, ao Tribunal de Contas dos Municípios e à Polícia Federal.  Ainda em junho, o próprio promotor do caso deu seu parecer contrário a essa operação. Então surpreende que agora, quatro meses depois, em um processo que estava paralisado, surja essa operação, montando um circo em um momento tão delicado, antevéspera do Círio, inclusive", disse Coutinho.

A operação foi deflagrada nesta sexta-feira (9) para dar cumprimento a 12 mandados de busca e apreensão de pessoas físicas e jurídicas acusadas de envolvimento em suposta fraude na compra de respiradores pulmonares da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), em Belém. De acordo com as investigações, que começaram em agosto deste ano, a fraude envolve recursos de cerca de R$ 750 mil do Fundo Municipal de Saúde.

Na coletiva, o prefeito alegou que os respiradores foram adquiridos dentro da lei e, segundo o prefeito, a mesma empresa que vendeu dez respiradores à Prefeitura, cedeu os mesmos equipamentos ao Governo do Estado. "Mas com uma diferença: a prefeitura comprou por 65 mil reais cada respirador e o Governo, por 99 mil, agora em setembro", disse Coutinho, reforçando que todas as notas fiscais foram entregues aos órgãos de fiscalização. O prefeito disse ainda que, mesmo contrário à operação, determinou total transparência para que tudo seja apurado, reforçando que ele não era investigado. Zenaldo também informou que está se reunindo com a Procuradoria Geral do Município para saber que providências judiciais a Prefeitura irá tomar após as ações da operação.

Zenaldo defendeu o secretário municipal de saúde, Sérgio Amorim, e não poupou críticas ao governador, dizendo que não vai se dobrar diante do que chamou de perseguição. "Eu não me sinto perseguido pela Justiça, e sim pela polícia política do governador Helder Barbalho, envolvido em crimes comprovados a nível nacional e que está neste momento usando parte da polícia pra tentar fazer perseguição política, como já o fez, na tentativa de calar quem é contra ele. Eu não tenho [emissora de] televisão, não tenho rádio, não tenho jornal, mas não me entrego! Vamos continuar reagindo a essa tentativa do 'Rei do Norte' de impor a sua verdade", disse o prefeito.