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HOMENAGEM

UFPA publica homenagem a Zélia Amador após morte da professora

Universidade publicou texto em memória da professora emérita, que morreu aos 74 anos nesta terça-feira (8)

Hannah Franco

8 de setembro de 2026 às 21:26

( Foto: Divulgação/UFPA )

A Universidade Federal do Pará (UFPA) publicou uma homenagem à professora, escritora, atriz e diretora de teatro Zélia Amador de Deus, que morreu aos 74 anos nesta terça-feira (8), em Belém. Em texto publicado no portal oficial da instituição, a universidade relembrou a trajetória da professora e destacou um dos gestos mais recentes de Zélia no campus: o plantio de um baobá em sua homenagem.

“Um dos gestos mais recentes de Zélia Amador de Deus na Universidade Federal do Pará (UFPA) foi plantar uma árvore. Não uma árvore qualquer. Um baobá. Cercada por amigos e familiares, Zélia viu aquela pequena muda ser colocada na terra da Universidade à qual dedicou mais de cinco décadas de sua vida”, diz o texto publicado pela instituição.

A cerimônia contou com a presença de amigos e familiares, que acompanharam o momento em que a muda foi colocada na terra da universidade à qual Zélia dedicou mais de cinco décadas de sua vida.

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A UFPA relacionou a escolha da árvore à trajetória da professora. O baobá é associado à ancestralidade, à memória de povos africanos e afrodescendentes.

No texto publicado após a morte da professora, a UFPA destacou ainda a simbologia do baobá como uma árvore capaz de atravessar o tempo e relacionou essa característica à trajetória de Zélia.

“Talvez poucas imagens pudessem sintetizar de maneira tão delicada a trajetória da professora. O baobá é uma árvore conhecida por atravessar o tempo. Associado à ancestralidade e à memória de povos africanos e afrodescendentes, guarda histórias de gerações e simboliza permanência, resistência e continuidade. Zélia também atravessou o tempo”, escreveu a universidade.

A homenagem termina com uma referência direta às raízes construídas por Zélia ao longo de sua trajetória na instituição: “O Baobá de Zélia ainda é uma árvore pequena. Precisará de tempo para crescer e criar raízes. Como Zélia, há muito tempo, criou as suas.”

A Universidade também decretou luto oficial por três dias, a partir desta terça-feira (8).

Baobá foi plantado em homenagem a Zélia Amador

A escolha do baobá para a homenagem dialoga diretamente com a trajetória da professora
A escolha do baobá para a homenagem dialoga diretamente com a trajetória da professora (Foto: Heloisa Torres | UFPA)

A professora emérita participou do plantio do baobá, espécie cuja simbologia se relaciona à ancestralidade, à resistência, à memória e à transmissão de saberes entre gerações em diferentes povos africanos.

A escolha da árvore também dialoga com a trajetória de Zélia na UFPA e no movimento negro. Professora, pesquisadora e artista, ela se tornou uma das principais referências da luta antirracista na Amazônia e contribuiu para ampliar o debate sobre racismo, desigualdades e políticas de inclusão e equidade no ensino superior.

Na ocasião do plantio, Zélia falou sobre o significado da homenagem e a relação do baobá com a ancestralidade.

“Esse baobá representa muito para mim, porque fala de ancestralidade, de memória e daqueles que vieram antes de nós. Estou muito emocionada e só tenho a agradecer por esta homenagem”, afirmou.

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