Neste sábado (15), o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi completa 131 anos. A comemoração iniciada na data se estende ao longo dos dias. O espaço, que reúne lazer, ciência e contato com a natureza, deu início às comemorações com três trilhas guiadas abertas ao público.
Abordando sustentabilidade, história e biodiversidade amazônica, as trilhas eram guiadas por especialistas que abordavam os diversos aspectos e a história do parque.
“Como o Parque hoje está completando 131 anos, a gente teve a oportunidade de oferecer essa trilha para poder contar a história do espaço, a gente consegue falar um pouquinho durante a trilha sobre essa mudança na sociedade que a gente teve na cidade de Belém e como o parque conseguiu se transformar, sobre a questão do tamanho, que aumentou, e as estruturas de acordo com a mudança do tempo. A gente vai contar a história do parque desde o início até os dias atuais”, disse Ronaldo Farias, estudante de história, mediador educativo e guia da trilha.
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Durante esses anos, o parque expandiu sua extensão territorial e as pesquisas realizadas no local. Além disso, o espaço não é estático: vive em constante atualização quando falamos de raízes, animais, entre outros elementos.
“A gente não tinha muitas pesquisas sobre a Amazônia, e com o museu conseguimos expandir ao longo desses 131 anos. Temos também estruturas do século XIX, do XX e agora do XXI. Com isso podemos ver todas essas mudanças aqui. Além disso, ele é o parque zoobotânico mais antigo do Brasil, tem toda essa história que a gente consegue contar aqui dentro”, explica Ronaldo Farias.

Fundado em 1895, o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi abriga hoje mais de 1.700 animais em uma área verde de 3.034 árvores, mantendo-se como um marco atemporal na memória de gerações de visitantes.
“As pessoas ainda acreditam que o parque surgiu assim, mas ele foi sendo agregado a vários terrenos. É muito bom a gente poder contar essa história e a maior parte de tudo aqui é plantado, não é uma floresta remanescente, é urbana. As pessoas que vieram antes, os pesquisadores e os funcionários que vieram antes de nós, iam plantando, fazendo os seus experimentos e trazendo outras árvores para serem aclimatadas aqui, para verem o desenvolvimento. Isso é muito interessante”, destaca Pedro Oliva, chefe de serviço do parque zoobotânico.

Há quase quatro décadas no parque, o profissional acompanha de perto a evolução do local e faz questão de destacar a riqueza desse espaço: da imponência de espécies como a samaumeira e o mogno às plantas comestíveis, sem esquecer o aroma peculiar que marca a identidade do parque.
“Sempre haverá novidades aqui, por isso a gente fica estimulando para as pessoas olharem, porque elas vão encontrar no parque as raízes, porque não tem como cobrir ou tirar todas as raízes. Você vai tropeçar, então aproveita e olha para cima para saber de quem é aquela raiz, se aquela árvore está com flor, qual o tamanho da folha, a textura, se ela é comestível ou não”, acrescenta Pedro Oliva.

O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi é um espaço aberto ao público e, para os 131 anos, uma vasta programação vai ocorrer se unindo a outras datas especiais. Aproveitando a celebração, os pais Daphinne Silva e Emerson Maciel vieram apresentar para a filha Heloísa Hadassa as belezas do local e explicar desde cedo a importância do contato com a natureza e da preservação.
“A gente resolveu trazer nossa filha pela primeira vez para ter esse contato com a natureza. Aqui lembramos quando vínhamos quando crianças. A gente veio trazer ela para estar na natureza, ver os bichos e para que ela se adapte. Está bem diferente de quando éramos crianças, a gente sabe que a natureza vai mudando todos os dias, por isso a importância de ter cuidado e zelo, porque sabemos que com o passar do tempo mais quente vai ficando, por isso a importância da preservação”, opina Emerson Maciel.