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A nove dias do prazo final, destino de resíduos do Aterro de Marituba segue sem definição

Os órgãos competentes foram acionados, mas nada de concreto foi repassado

Bruna Lima

22 de agosto de 2023 às 19:49

Aterro de Marituba funciona até dia 31 de agosto

Aterro de Marituba funciona até dia 31 de agosto ( Foto: Divulgação )

A nove dias do prazo final para uso do Aterro de Marituba, a população ainda não tem informações de qual será o novo destino dos resíduos sólidos recolhidos na da Região Metropolitana de Belém (RMB).

A Prefeitura de Belém, por meio da Procuradoria-Geral do Município (PGM), informa que segue acompanhando e tomando as medidas necessárias para que todos os esclarecimentos sejam prestados com o intuito de retomar e agilizar o cumprimento da licitação para a instalação da Parceria Público-Privada (PPP) responsável pela criação do novo sistema de limpeza urbana, coleta, destinação, tratamento e gestão dos resíduos sólidos da capital.

O processo de licitação para a instalação da PPP, responsável pela criação do novo sistema, está sendo conduzido pela PMB, por meio da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan).

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A partir da licitação, o parceiro privado terá a responsabilidade de instalar uma nova Central de Tratamento de Resíduos Sólidos, permitindo a paralisação da atual, instalada em Marituba.

Na nova central deverão ser contempladas diversas atividades operacionais como coleta, transbordo, transporte, triagem para fins de reutilização ou reciclagem, tratamento, compostagem e destinação final dos resíduos.

A Sesan ressalta que, para a realização do processo licitatório na modalidade público-privado, foi produzido um estudo sobre o sistema de limpeza urbana de manejo de resíduos sólidos para o território de Belém, fruto de mais de dois anos de estudos técnicos realizados pela PMB, por meio da Secretaria.

Os estudos foram fundamentais para viabilizar o cumprimento de um acordo judicial firmado pelos Municípios de Belém, Ananindeua e Marituba com o Estado do Pará.

A Guamá Tratamento de Resíduos, responsável pelo Aterro de Marituba, informa que não há novidades sobre o assunto. "Indicamos aos veículos que tentem esta informação com os Governos Municipal e Estadual", informou por meio de nota.

A reportagem entrou em contato com as três prefeituras, com o Governo do Estado, com o Ministério Público e demais órgãos competentes e nada de concreto foi repassado. Apenas a Prefeitura de Belém e a Guamá Tratamento de Resíduos se pronunciaram.

O lixo na RMB

Belém é a maior geradora de resíduos entre os três municípios que utilizam o aterro sanitário em Marituba. Com mil toneladas diárias — sendo que 15% da população não tem coleta, como reconhece a própria prefeitura —, a capital busca uma parceria público-privada (PPP) para a destinação correta do lixo. O processo de licitação está em curso e tem a previsão de um contrato de 30 anos, no valor de R$ 926 milhões.

Ananindeua produz cerca de 300 toneladas de resíduos diariamente e que são destinados ao aterro em Marituba. Já o município de Marituba produz, diariamente, cerca de 50 toneladas de resíduos.