Os congestionamentos provocados por veículos estacionados em filas duplas e triplas na avenida Governador Magalhães Barata, em frente ao Hospital Ophir Loyola, próximo ao cruzamento com a travessa 14 de Abril, no bairro de São Brás, em Belém, têm causado transtornos para motoristas, pedestres e pessoas que precisam acessar a unidade hospitalar.
A reclamação foi feita pelo vigilante Policarpo Pinheiro da Silva Medeiros, de 52 anos, e pela dona de casa Marilucia Sodré Silva, de 46, que acompanha o sogro em tratamento contra o câncer no hospital. Eles cobram melhorias na mobilidade e no estacionamento. Policarpo esteve no hospital para acompanhar a esposa em uma consulta e destacou o grande fluxo de pessoas e veículos. “É porque tem muita gente, apesar de ser a primeira vez que eu estou vindo aqui. E é muita gente que está entrando e saindo aqui, o fluxo é realmente muito grande. E eu não sei nem como dizer assim para melhorar, mas é muito grande mesmo esse fluxo de gente aqui”, afirmou Policarpo.
Ele defende a presença de alguém para organizar a circulação. “O trânsito poderia ser melhor organizado aqui na frente para fluir. Deveria ter uma pessoa organizando, para ter uma fluidez melhor. Para ficar mais suave para a gente transitar”, disse. O vigilante também apontou a concentração de ônibus, carros particulares, táxis, motos e veículos por aplicativo. Sobre o embarque e desembarque de pacientes, acrescentou: “Inclusive aqui em cima passa o carro de aplicativo que vem deixar os pacientes aí. E realmente, olha, você vê como está de moto, carro de aplicativo aí, eu acho que deveria ter uma pessoa para organizar isso aqui”.
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Ainda segundo Policarpo, o congestionamento piora nos horários de pico. Ele também considera insuficiente a quantidade de vagas para quem leva pacientes ao hospital. “Acho que não tem estacionamento suficiente aí para os pacientes. Para quem vem trazer os pacientes aqui. E inclusive o meu carro ficou muito ali. Eu vim trazer minha esposa para fazer a consulta e meu carro ficou muito longe, porque eu já estou sabendo desse trânsito horrível”, contou. Para ele, a fiscalização ajudaria a melhorar o fluxo.
Dificuldades para embarque e desembarque
Marilucia também reclama da falta de organização e das dificuldades para permitir que pacientes debilitados desembarquem. “Eu vou falar desse trânsito aqui caótico em frente ao Ophir. Tem que ter uma organização”, disse. “Os pacientes chegam e não têm como estacionar. A gente sobe sem a rampa aqui e estaciona. Para o paciente sair, é demorado, porque estão doentes, debilitados”, afirmou.
Ela contou que o marido recebeu duas multas em menos de um mês ao parar para que o sogro, que sentia muita dor, pudesse sair do carro. “A situação fica mais difícil quando não tem como nem subir aqui, que está parada a rampa aqui. Aí a gente para no meio da rua. Os agentes vêm rápido e multam. Meu esposo levou duas multas, não tem menos de um mês. Estacionou para o meu sogro descer, que estava com muita dor. Ele demorou a sair um pouco do carro, e meu marido foi multado”, contou.
Para a dona de casa, é preciso considerar as condições de saúde dos pacientes e o tempo necessário para o desembarque. “Está precisando organização, melhorar esse trânsito aqui na frente, porque são pessoas debilitadas, as pessoas já vêm com dor. A Segbel vem multar quem já está passando por uma dificuldade, já está numa situação difícil”, observou.
Marilucia ressaltou que o embarque pode exigir o uso de cadeira de rodas e pediu mais compreensão dos agentes de trânsito. “E isso, e muito. Já pensou, a gente vai ter que subir a rampa, tudo bem quando subir a rampa é organizada aqui. Espera o paciente sair, a gente vai ter que pegar a cadeira para pegar, para colocar o paciente e, quando estacionar na rua, não pode passar segundos que você é multado. Então isso aí tem que ser revisto. Tem que ter mais um pouco de paciência. Quer dizer: parou um minutinho e a pessoa é multada. Já pensou?”, disse, indignada.
O que diz a Segbel
Durante a reportagem, realizada nesta terça-feira (20), agentes da Secretaria Municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade (Segbel) fiscalizavam o trânsito. Em nota, a Segbel informa que a avenida Governador Magalhães Barata, nas proximidades do Hospital Ophir Loyola, apresenta um fluxo intenso de veículos em razão da dinâmica de funcionamento da unidade hospitalar.
Por se tratar de um polo gerador de tráfego, o hospital concentra diariamente um grande número de pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde e prestadores de serviço, o que resulta em uma movimentação expressiva de veículos, especialmente nos momentos de embarque e desembarque. A secretaria acrescenta que mantém agentes de trânsito no entorno da unidade hospitalar para contribuir com a organização do fluxo de veículos e orientar os condutores. Além disso, reforçará a presença das equipes na região, com o objetivo de aprimorar o ordenamento viário e proporcionar melhores condições de circulação e segurança para motoristas, pedestres e pessoas que precisam acessar o hospital.

