O esgoto a céu aberto, o acúmulo de lama e os alagamentos na Alameda Silva, localizada na Vila Gurjão, no bairro do Jurunas, em Belém, têm causado transtornos aos moradores, principalmente durante as chuvas, quando a água invade as residências e dificulta a circulação pela via. A reclamação foi feita pelos autônomos Israel dos Santos, de 21 anos, e Enderson Paulo Laredo de Almeida, de 24 anos, e pela aposentada Maria de Nazaré Machado Barbosa, de 57 anos, que relatam que, apesar dos serviços de asfaltamento realizados em outras áreas da Vila Gurjão, a Alameda Silva ficou de fora das melhorias. Eles cobram providências do poder público para garantir saneamento básico e melhores condições de infraestrutura no local. O registro foi feito no dia 28 de outubro de 2026.
Israel dos Santos disse que os moradores esperavam que as obras também contemplassem a área onde fica a vala. "Não tem nada. Só vieram aí asfaltar a ‘Gurjão’. A gente chamava eles, para eles fazer alguma coisa aí. Essa vala fica assim. As crianças brincam aqui. Olha, uma criança aí de bike passando aí. Tem senhora que passa carregando as coisas. Essa vala é feia e fede”, contou.
Israel afirmou que os moradores não têm condições financeiras de contratar serviços para resolver o problema. “É um esgoto a céu aberto”, disse. Segundo ele, o governo chegou a anunciar melhorias, mas o serviço não foi realizado no local. “O governo falou que ia ajeitar aqui, só ajeitou a ‘Gurjão’ e foi embora”, afirmou.
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Doenças
O autônomo também demonstrou preocupação com os riscos de doenças provocadas pela falta de saneamento. “O rato passa aí correndo. As crianças passam aí correndo”, observou. Para Israel, a solução é importante principalmente para proteger as crianças que circulam e brincam na área. “Não é nem para mim. É mais para as crianças que passam aí. Eu tenho um irmão, que é pequeno, ele passa aí correndo, tenho uma sobrinha. Tem as crianças que brincam aqui. O governo deixou assim isso daí para nós aí. Poderia muito bem ajeitar. Eles falaram que iam ajeitar, mas não resolveram foi nada”, afirmou.
A aposentada Maria de Nazaré Machado Barbosa, de 57 anos, também relatou as dificuldades enfrentadas pelos moradores, principalmente durante o período chuvoso, quando a situação se agrava. Ela contou ainda que está preocupada com a saúde do neto, que apresenta febre. “Fica horrível. Inclusive meu neto tá até com febre. Eu não sei nem se é dengue”, afirmou.
O autônomo Enderson Paulo Laredo de Almeida, de 24 anos, disse que moradores já adoeceram e que a comunidade tenta encontrar soluções para amenizar os problemas, mas não consegue resolver a situação sem apoio do poder público. “Nós (moradores) é que temos que tomar providência. A gente tenta amenizar, mas, sem a ajuda do governo, a gente não consegue resolver”, disse.
Enderson contou que os próprios moradores organizaram um mutirão e improvisaram uma pequena ponte para facilitar a passagem pelo local. “A gente fez um mutirãozinho aqui, fizemos uma pontezinha improvisada para ver se amenizava mais. Mas, mesmo assim, a situação tá crítica”, afirmou. Ele ressaltou que a área que ficou sem atendimento é pequena e que a passagem Gurjão já recebeu asfaltamento, mas os trechos próximos continuam sem a infraestrutura necessária.
“A passagem Gurjão ali, no caso, foi asfaltada, essas áreas aqui próximas, faltou só aqui, praticamente. Só aqui. E é uma área pequena. Tu pode ver que não precisa de tanta burocracia para resolver um problema pequeno desse aqui. Aí a gente fica nessa situação, esperando por eles. A gente sofre com a falta de saneamento básico”, lamentou.
O que diz a Prefeitura de Belém
A Secretaria Municipal de Zeladoria e Conservação Urbana (Sezel) informa que será encaminhada uma equipe técnica de drenagem urbana ao local para avaliar as condições da via e verificar as situações relatadas pelos moradores. Após a vistoria, serão analisadas as medidas necessárias para atender à demanda.
