Telhados e caixa d’água danificados, banheiros sem condições de uso, boxes fechados e acúmulo de lixo na área externa do Mercado Municipal da Sacramenta, localizado na avenida Doutor Freitas, no bairro da Sacramenta, em Belém, têm causado transtornos aos feirantes e frequentadores, além de prejudicar as vendas no local.
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A feirante Rosilene do Socorro Rodrigues Muniz, de 45 anos, trabalha no mercado há quatro anos e afirma que a falta de água e de banheiros dificulta a rotina dos trabalhadores, principalmente daqueles que lidam com alimentos. Segundo ela, os problemas também afastam os clientes e prejudicam as vendas.
“Há quatro anos que a gente vem sofrendo com a falta do banheiro. A gente não tem um banheiro para usar. A caixa d’água também não tem. A gente sofre com a falta de água até para lavar as louças e as mãos”, relata.
Rosilene conta que, por trabalhar com peixes e camarões, precisa levar água de casa para conseguir higienizar as mãos durante o expediente. Ela também reclama das condições dos portões e da existência de boxes fechados, como os de venda de frango e carne.
Para a feirante, a falta de estrutura faz com que parte da população procure outros mercados. “Tem gente que fala: ‘Poxa, a gente vai para Pedreira, para o Barreiro comprar, porque a gente não sabe da existência do mercado’. Então, a gente fica triste com toda essa situação”, diz.
Ela pede que os moradores da Sacramenta voltem a frequentar o espaço e que as autoridades tomem providências para melhorar as condições de trabalho. “Aqui a gente tem marisco, tem frutas e outros produtos. São produtos em que a gente investe e, se não vender, acaba perdendo”, afirma.

Mercado perdeu movimento
Morador da Sacramenta há mais de 60 anos, o aposentado João Mendes de Miranda, de 91 anos, lembra que o mercado já teve mais comerciantes e clientes. Segundo ele, o espaço perdeu movimento ao longo dos anos e hoje oferece poucas opções de produtos.
“Na feira tinha umas cinco feirantes. Hoje só tem uma, porque a feira está morta. A prefeitura não dá atenção para cá. Eu não sei o que está acontecendo, porque eles não olham para a Sacramenta”, reclama.
João afirma que a falta de produtos leva os moradores a procurar outros bairros para fazer compras. Ele também critica a conservação do prédio e diz que o mercado precisa de mais atenção do poder público.
“O pessoal daqui sofre. O mercado nunca recebeu nem uma pintura e está acabado. A gente pede que a prefeitura olhe pela Sacramenta. Precisamos de uma atenção maior”, afirma.

Lixo e alagamentos preocupam frequentadores
O militar reformado Marcelo Vieira Soares, de 56 anos, também reclama das condições do mercado, principalmente do acúmulo de lixo na área externa. Segundo ele, o problema preocupa quem trabalha com alimentos e verduras no local.
“Está complicado aqui, tanto pela segurança quanto pelo lixo. Os moradores colocam o lixo bem ao lado do mercado. Para quem trabalha com alimentação e verduras, isso é muito complicado”, relata.
Marcelo também afirma que a situação piora quando chove. De acordo com ele, os bueiros entupidos dificultam a passagem de quem precisa entrar no mercado.
“Quando chove, esses bueiros estão todos entupidos. Por causa da quantidade de lixo que jogam, isso aqui fica intransitável. Depois da chuva, não tem como frequentar o mercado”, diz.

Nota Prefeitura de Belém
Em nota, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDCON), informou que realizou uma visita ao Mercado Municipal da Sacramenta e está reunindo os dados levantados para elaborar um plano de ação voltado ao atendimento das reivindicações dos trabalhadores.
A prefeitura também afirmou que mantém um calendário de serviços de limpeza, lavagem, varrição, capinação e desobstrução de bueiros, entre outras medidas para contribuir com a manutenção dos espaços públicos e garantir melhores condições para consumidores e trabalhadores.

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