Parte da estrutura de um poste de energia está caída há mais de um mês na travessa Perebebuí, em frente ao estacionamento do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade do Estado do Pará (Uepa), no bairro do Marco, em Belém, colocando em risco estudantes, idosos, comerciantes e demais pessoas que circulam diariamente pelo local. A reclamação foi feita pela costureira Francisca Amaral, de 69 anos, que afirma que a situação preocupa os moradores devido ao risco de acidentes e cobra providências para a remoção da estrutura e a recuperação do poste. O registro foi feito no dia 20 de julho de 2026.
“É um risco para todo mundo: criança, adulto, principalmente os idosos. É mais preocupante para os idosos porque nem toda vez eles têm companhia para sair, geralmente andam sozinhos. Por isso que eu ando bem devagar, porque tenho medo de cair e me “esborrachar” no chão”, conta a costureira.
Para Francisca, a situação é diferente de quando há um buraco na via, por exemplo, já que desse tipo de obstáculo é possível desviar. “O fio sempre está ligado lá e corre risco da gente ter qualquer tipo de acidente pior ainda. A pessoa sai para resolver uma coisa e volta com um problema para casa, às vezes nem volta”, afirma.
A costureira diz que nem sempre as autoridades responsáveis fazem o que a população precisa, mas quando precisam de votos, por exemplo, lembram da população. “A gente tá aqui de quatro em quatro anos, votando, levantando e levando eles lá para o alto. Quando estão lá nas alturas, eles esquecem que nós estamos bem aqui embaixo”, afirma.
Francisca Amaral argumenta que os órgãos só buscam soluções quando ocorre um acidente. Conta, ainda, que até mesmo uma idosa já chegou a tropeçar e cair no local e recebeu ajuda, mas que nem sempre os idosos têm apoio quando passam por situações semelhantes na rua. Ela espera por soluções das autoridades.
Procurada pela reportagem, a Equatorial Pará informou que os cabos e demais estruturas caídas na Travessa Perebebuí, no bairro do Marco, em Belém, pertencem à rede de telecomunicações e não integram a rede de distribuição de energia elétrica da companhia. “A distribuidora esclarece que a manutenção, conservação e regularização desses equipamentos são de responsabilidade das empresas de telecomunicações proprietárias das redes. A empresa responsável será notificada para que adote as providências necessárias no local”, diz o comunicado.
Em caso de ocorrências relacionadas à rede de distribuição de energia elétrica, a Equatorial Pará permanece à disposição por meio de seus canais oficiais de atendimento: assistente virtual Clara, via WhatsApp, pelo número (91) 3217-8200; aplicativo Equatorial Energia; e Central de Atendimento, pelo telefone 0800 091 0196.
