Moradores da avenida Augusto Montenegro, no trecho entre o Mangueirinho e a rua da Marinha, no sentido Belém, no bairro Mangueirão, relatam problemas relacionados à falta de poda de árvores, iluminação pública precária e acúmulo de lixo. Segundo a assistente social Suely Peres Braga da Costa, de 42 anos, a situação é antiga e precisa de solução.
Suely, que possui uma loja nas proximidades, afirma que os transtornos afetam quem circula diariamente pela área. “Aqui a situação é bem precária mesmo. É lixo, são árvores que eles não podam. Às vezes, as pessoas estão caminhando aqui e o galho bate na cara das pessoas. A gente mesmo às vezes vai lá, poda, mas ninguém vem e faz nada”, contou ela, em entrevistada no dia 12 deste mês.
Suely também afirmou que, embora a prefeitura realize limpezas periódicas, o descarte irregular de resíduos continua ocorrendo. “Muitas das vezes, a prefeitura vem, limpa e as pessoas mesmo sujam. As pessoas jogam o lixo aqui. Uma vez eu vi um carroceiro chegar. Dois dias antes a prefeitura tinha limpado. Ele chegou com a carroça e jogou. Eu reclamei daqui e ele ainda me mandou para aquele lugar”, contou.
Além do lixo e da vegetação sem manutenção, a moradora citou problemas de iluminação pública, principalmente em uma rua nova da região. “Não é tanto a Augusto Montenegro, mas essa rua nova aqui, em novembro, se eu não me engano, ela foi inaugurada. Aí é tudo escuro. Eu não sei se esse carro que está ali agora está fazendo esse serviço de iluminação. Mas aqui, depois das 6 horas da tarde, é tudo escuro. Não tem quem ande aí”, disse.
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Poda das árvores
A falta de poda tem dificultado a passagem de pedestres e ciclistas. Suely afirmou que ela e o marido chegaram a cortar alguns galhos por conta própria. “Tá com mais ou menos uns 15 dias que eu e meu esposo cortamos alguns galhos aqui, porque a gente sempre caminha com a minha filha aqui à tarde. E a gente teve que cortar. A gente tem que baixar a cabeça para poder passar mesmo, porque senão não dá. Ou então você vai lá para a faixa de bicicleta, que corre o risco de ser batido por alguém”, afirmou.
Ainda segundo ela, os galhos baixos obrigam as pessoas a caminharem próximas à ciclovia ou à pista de veículos, aumentando o risco de acidentes. “A pessoa quer caminhar, quer distrair à tarde ou de manhã cedinho, mas não tem como, justamente porque esse galho dessa árvore está muito baixo. E é perigoso, porque se você for para a pista corre o risco de ser atropelado”, contou.
A moradora também mencionou a preocupação com a segurança pública. De acordo com Suely, a área de mata próxima à Marinha serviria de esconderijo para criminosos. “Sem contar assalto também. A mata da Marinha esconde muita coisa. Tem assalto, eles se escondem aqui e acolá. Assaltam os ciclistas. A polícia está aí, está fazendo vistoria”, disse. Ela pediu que o poder público dê mais atenção à região e adote medidas para melhorar as condições de circulação, limpeza, iluminação e segurança nesse trecho da avenida Augusto Montenegro. A Redação Integrada de O Liberal entrou em contato com a Prefeitura de Belém e com a Concessionária Belém Limpa e aguarda retorno.
Em nota, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria de Zeladoria e Conservação Pública (Sezel), informa que irá enviar uma equipe técnica ao local para as devidas intervenções em relação à iluminação e ao lixo. A Prefeitura acrescenta que a coleta domiciliar nessa área é realizada de maneira regular às segundas, quartas e sextas-feiras, pela manhã, mas que está encaminhando uma equipe para intensificar a fiscalização.