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Perda de memória: como estimular e manter o cérebro ativo no envelhecimento

A falha de memória se torna comum nas pessoas idosas, mas alguns hábitos podem ajudar nesse processo

Paloma Lobato

Com tantas atividades do nosso dia a dia, é comum esquecer onde guardou algum objeto, perder o horário de algum compromisso ou até mesmo perder o horário de tomar um remédio. Todos os dias somos bombardeados por uma quantidade enorme de informações e com uma rotina agitada e cheia de compromissos, tem sido cada vez mais difícil assimilar tudo o que vemos. 

A partir dos 40 a 50 anos, o processo de memorização se torna mais lento. Por isso a necessidade de se manter saudável no processo de envelhecimento para chegar à chamada terceira idade com qualidade de vida, essencial para todos nós. Os problemas de memória podem trazer sérias dificuldades e isso não ocorre apenas na terceira idade, apesar de ser mais comum. 

"As falhas de memória podem aparecer muito antes dos 60 anos, ou um tempo depois. Não há como delimitar exatamente quando ou de que forma a memória vai começar a dar sinais de perdas. Além disso, a perda cognitiva pode estar relacionada a várias questões, como os anos de escolaridade, as experiências de vida, e as próprias habilidades sensoriais, e não necessariamente ao envelhecimento. Estudos apontam que atingimos o ápice das nossas funções cognitivas como um todo (incluindo a memória), aos 30 anos, podendo manter esse desempenho até os 50 - 60 anos, tendo a partir daí um certo declínio no desempenho de algumas funções, que acelera-se a partir dos 70 anos", explica a terapeuta ocupacional do Grupo Cynthia Charone, Tais Pinheiro.

O que pode causar a perda de memória

Alguns fatores e hábitos diários podem contribuir diretamente com a falha de memória. (Banco de Imagens/Freepik)

Alguns fatores e hábitos diários podem contribuir diretamente com a falha de memória. Entre os mais comuns estão a alteração ou privação do sono, falta de nutrientes, estresse e depressão, consumo de remédios para ansiedade e labirintite e o uso de álcool e drogas. O ideal é manter hábitos saudáveis, que contribuem diretamente para uma melhor qualidade de vida na terceira idade, como explica a especialista. 


"O que o nosso envelhecimento nos apresenta é na verdade o resultado de uma vida inteira, seja ela baseada em hábitos saudáveis ou não. Ou seja, hábitos saudáveis como a boa alimentação, prática de exercícios físicos, qualidade de sono, não ingestão de álcool e tabaco, manejo do estresse e conexões sociais de qualidade, são fatores que com certeza nos renderão uma boa poupança de saúde para o envelhecimento, sendo o contrário também verdadeiro. Hábitos não saudáveis muito provavelmente acarretarão prejuízos físicos e cognitivos ao longo do tempo", ressalta Taís. 

Como estimular a memória

A memória pode ser estimulada de inúmeras formas, das mais simples às mais complexas. Uma das atividades mais acessíveis para exercitar é a leitura. Leia conteúdos de assuntos variados, e converse com outras pessoas a respeito do que você leu. Procure sobre o assunto, faça anotações, adquira novos conhecimentos. Ouça músicas que você goste, exercite o corpo e mantenha uma alimentação saudável.

A leitura é essencial para estimular a memória dos idosos (Banco de Imagens/Freepik)

Outras opções também super acessíveis hoje em dia, são os jogos que desafiam o cérebro, como o quebra cabeça, caça-palavras, palavras cruzadas, sudoku, entre outros, que podemos encontrar com facilidade de forma impressa e até mesmo online, para quem tem mais facilidade com a tecnologia. 

Apesar dos benefícios da prática de jogos, "vale lembrar que um único exercício ou jogo, por mais desafiador que seja, não vai ser capaz de fazer o trabalho sozinho, é importante que os estímulos à memória sejam variados, inclusive quanto ao nível de dificuldade. E para além desses recursos mais simples, nós temos o treino cognitivo, que é uma ferramenta completa que combina estratégias, técnicas e atividades com o objetivo de promover a estimulação e manutenção das funções cognitivas", complementa a terapeuta. 

Falta de memória pode provocar outros tipos de doenças

De acordo com a especialista, "a falha de memória pode estar associada a alguma patologia, mas não é exatamente uma causa em si. Geralmente essa falha se apresenta como um sinal ou sintoma de que há algo diferente acontecendo com aquela pessoa, seja por questões cognitivas, emocionais ou bioquímicas por exemplo, e na maioria das vezes é percebida por terceiros".
Diferenças entre Alzheimer e a falta de memória “comum” da terceira idade

Nossa memória pode falhar a qualquer momento, e em qualquer idade, e o processo de envelhecimento normal e saudável também vai trazer consigo alterações comuns, como a demora na recordação de palavras, o fato de esquecer onde guardou um objeto, a dificuldade de prestar atenção em mais de uma coisa ao mesmo tempo, entre outras queixas.

Porém, o que torna isso alarmante é o impacto que o esquecimento traz para o nosso dia a dia. "Se as falhas de memória começam a ser recorrentes, mescladas com desorientação, alterações de humor frequentes, dificuldade para tomar decisões e realizar tarefas aparentemente simples, essa falha precisa ser melhor investigada junto à equipe de saúde. O diagnóstico precisa ser realizado de forma clínica, combinando exames de imagens, e testes capazes de rastrear perdas cognitivas e funcionais", ressalta Taís.

E o papel da família é essencial para compreender o processo pelo qual o idoso está passando, seja ele patológico ou de perdas comuns ao envelhecimento, para que dessa forma não o exclua da rotina, e convívio familiar, já que "é no dia a dia que o idoso exercita a sua memória, através de conversas, recordações de fatos significativos, resgate de habilidades ou atividades prazerosas que estimulem as funções cognitivas (como tocar um instrumento musical, costurar, pintar), e da inserção no cotidiano da família, evitando o sentimento de inutilidade muito comum nesta etapa da vida", explica a especialista.

Atividades para melhorar a memória

O Grupo Cynthia Charone possui um programa de envelhecimento ativo e saudável, que conta com uma gama de atividades capazes de proporcionar o estímulo cognitivo necessário para lidar com as dificuldades de memória. O programa atua desde a avaliação que  rastreia e caracteriza a dificuldade apresentada, para entender qual abordagem melhor se aplica a cada paciente, e prossegue com a intervenção cognitiva, que é realizada através de duas modalidades principais, o treino ou reabilitação cognitiva, e na modalidade das artes em saúde, que proporcionam a estimulação dos aspectos cognitivos por meio de técnicas artísticas, como o teatro, a dança, as artes manuais e a música.

A especialista Taís Pinheiro ainda destaca que o trabalho desenvolvido no Cynthia Charone "é uma oferta de possibilidades e transformação nas vidas dessas pessoas". 
 

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