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educação

USP aparece em ranking mundial de universidades que mais produzem ciência

O ranking foi publicado na quarta-feira, 4, e reúne 1.618 universidades ao todo

Estadão Conteúdo

5 de novembro de 2026 às 22:37

Faculdade de Direito da USP decidiu demitir o professor, em dezembro do ano passado, após afastá-lo de suas funções

Faculdade de Direito da USP decidiu demitir o professor, em dezembro do ano passado, após afastá-lo de suas funções ( Foto: Francisco Emolo | Jornal da USP )

A Universidade de São Paulo (USP) é a 22ª instituição de ensino superior que mais produz pesquisas acadêmicas no mundo, de acordo com levantamento desenvolvido pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS, na sigla em inglês) da Universidade de Leiden, na Holanda. O ranking foi publicado na quarta-feira, 4, e reúne 1.618 universidades ao todo.

A classificação considera a quantidade de trabalhos publicados na base de dados multidisciplinar Web of Science, entre os anos 2021 e 2024, e avalia a produção a partir de indicadores:

Impacto científico: soma de citações que o trabalho acadêmico teve; Colaboração: trabalhos realizados em coautoria com outras universidades, países ou organizações industriais; Acesso aberto: publicações de acesso aberto e gratuito para interessados em saber os resultados do estudo; Gênero: número de autorias femininas e masculinas da instituição de ensino.

No quesito "Impacto científico", a USP soma 19.660 publicações. Delas, 41,3% (8,1 mil publicações) estão dentro dos 50% dos trabalhos mais citados levando em conta a área de atuação das pesquisas.

Assim como nos últimos três levantamentos, a primeira do ranking é a Universidade de Zhejiang (China), que soma 43.729 publicações ao todo no triênio analisado. O ranking, inclusive, demonstra o crescimento da potência chinesa em produção científica. Das 15 primeiras universidades mais produtivas, 13 estão no gigante asiático.

Apesar da classificação de destaque, a USP teve uma queda de cinco posições na comparação com o ranking do ano passado, quando ficou em 17°. Esta é a quinta queda seguida da Universidade de São Paulo. No triênio 2016-2019, a instituição chegou a ficar na 6ª posição. Mesmo assim, ainda é a única universidade ibero-americana a figurar entre as 100 melhores da lista.

"A posição alcançada é motivo de reconhecimento pelo trabalho de nossa comunidade acadêmica, mas também representa um estímulo para continuarmos avançando", declarou Aluísio Segurado, reitor da USP, ao Estadão.

"Como universidade pública, temos a responsabilidade de desenvolver pesquisas relevantes, com impacto científico, e que apresentem resultados em benefício da sociedade", acrescentou.

Outras 37 instituições brasileiras também foram classificadas. Depois da USP, aparecem a Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 184° lugar, com 7.676 publicações; e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na 217ª posição, com 6.750 publicações.

Na sequência, estão Universidade Federal do Rio de Janeiro (274ª posição), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (280ª) e a Universidade Federal de Minas Gerais (299ª).

O ranking do CWTS também permite filtrar o desempenho das universidades por áreas do conhecimento: ciências biomédicas e da saúde; ciências da terra e da vida; matemática e ciências da computação; ciências físicas e engenharia; e ciências sociais e humanidades.

Em relação ao impacto científico, a USP teve destaque nos estudos de Ciências Biomédicas e da Saúde, em que ficou na 21ª posição (foram 9.127 publicações, sendo 41,5% dentro dos 50% dos estudos mais citados); e na área de Ciências da Terra e da Vida (4.741 trabalhos publicados, e 2.001 entre os 50% melhores estudos da área).

Entre as três melhores no indicador Gênero

No indicador de "Gênero", a USP está entre as três melhores do ranking, atrás da Universidade de Harvard (Estados Unidos) e da Universidade de Toronto (Canadá). Conforme o CWTS, a universidade brasileira soma 138.167 autorias em suas produções. Deste total, 59.036 autores são mulheres - 42,7%.

Domínio chinês

Analisando os últimos cinco triênios, é possível notar o crescimento progressivo deste domínio. No ranking do recorte de 2016-2019, das 25 universidades melhores ranqueadas, 13 eram chinesas. No recorte atual, (2021-2024), 20 estão no gigante asiático.

Veja as universidades brasileiras que estão no ranking

Universidade São Paulo (USP) Universidade Estadual Paulista (Unesp) Universidade Campinas (Unicamp) Universidade Federal Rio de Janeiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul Universidade Federal de Minas Gerais Universidade Federal de Santa Catarina Universidade Federal do Paraná Universidade Federal de São Paulo Universidade de Brasília Universidade Federal de Pernambuco Universidade Federal de São Carlos Universidade Federal de Viçosa Universidade Federal de Santa Maria Universidade Federal do Rio Grande Norte Universidade Federal do Ceará Universidade Federal Fluminense Universidade Federal da Bahia Universidade Federal da Paraíba Universidade Federal de Goiás Universidade Federal do Pará Universidade Estadual de Maringá Universidade Federal de Lavras Universidade Federal de Uberlândia Universidade Federal de Pelotas Universidade Estadual do Rio de Janeiro Universidade Federal do Espírito Santo Universidade Tecnológica Federal do Paraná Universidade Federal de Juiz de Fora Universidade Estadual de Londrina Universidade Federal do ABC Universidade Federal Rural de Pernambuco Universidade Federal de Sergipe Universidade Federal de Campina Grande Universidade Federal de Alagoas Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Universidade Federal do Mato Grosso Sul Universidade Federal do Rio Grande