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DECISÃO

Universidade expulsa e suspende alunos por 'ranking sexual' em São Paulo

Decisão da instituição foi divulgada após conclusão de apuração interna sobre lista elaborada em Presidente Prudente.

Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2026 às 17:06

( Foto: Imagem: Reprodução )

A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste) finalizou a investigação interna sobre um "ranking sexual" de alunas, elaborado por estudantes de Psicologia na unidade de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Após avaliar individualmente a conduta dos envolvidos, a instituição aplicou sanções que incluem suspensão e expulsão.

A Polícia Civil de Presidente Prudente informou que, até o momento, 44 vítimas foram identificadas, das quais 24 já prestaram depoimento. Outras 11 têm oitivas agendadas, enquanto nove aguardam o cumprimento de cartas precatórias.

Um dos investigados já foi ouvido. Os demais serão ouvidos após a conclusão das oitivas das vítimas. "Demais diligências prosseguem para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos. A polícia segue investigando o caso por meio de inquérito policial", disse a pasta.

"Concluída a apuração, foram aplicadas as penalidades administrativas cabíveis de acordo com as responsabilidades individualmente identificadas, que foram desde suspensão até expulsão dos envolvidos", afirmou a Unoeste.

De acordo com a instituição, o procedimento foi conduzido por uma comissão responsável, com análise individualizada das condutas e observância das normas institucionais, do direito de defesa e dos demais procedimentos aplicáveis.

A Unoeste afirma que, desde que tomou conhecimento dos fatos, adotou medidas de apuração, acolhimento e acompanhamento. A universidade "repudia qualquer forma de violência, constrangimento ou exposição sem consentimento e seguirá promovendo ações de orientação, prevenção e acolhimento, reforçando seu compromisso com um ambiente acadêmico seguro, respeitoso e responsável".

Disse ainda que, em respeito à privacidade das pessoas envolvidas e ao caráter sigiloso e confidencial do procedimento, a instituição não divulgará nomes, depoimentos, documentos ou informações que permitam associar indivíduos às respectivas penalidades aplicadas.

Na noite de 20 de agosto, o coletivo Frente Pela Vida das Mulheres realizou um protesto contra a objetificação feminina e a violência contra mulheres no ambiente universitário após o caso ganhar visibilidade.

Em uma publicação nas redes sociais, o grupo defendeu que vítimas de constrangimento, exposição ou violência não sejam silenciadas. "Denunciar também é romper com a lógica que protege quem violenta", afirmou o coletivo.