Um trisal de Bragança Paulista, interior de São Paulo, registrou a filha de 13 anos com o nome do pai, Marcel Mira, e das duas mães, Priscila Machado e Regiane Gabarra, após manifestação da adolescente em querer o terceiro sobrenome nos documentos. O mesmo trisal já havia registrado o filho mais novo deles com os três nomes, após uma decisão de justiça em março de 2024. Saiba mais a seguir:
Quebra de tabus
A adolescente, que é fruto do relacionamento de Priscila e Marcel, casados desde 2005, já queria incluir o nome de Regiane em seu Registro Geral (RG), que integrou ao casal em 2018 após passar uma noite com os dois.
Segundo Priscila, a menina a precisou escrever uma "cartinha" explicando qual era o laço vínculo que ela tinha com Regiane para ela querer que a outra mãe estivesse na documentação. A família enviou os documentos e a cartinha ao cartório e o processo então começou.
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O trisal também divide a criação de outros dois filhos: um rapaz de 21 anos e uma menina de quase 18 anos. O mais velho é, na verdade, irmão mais novo de Regiane – que o criou como filho devido à idade avançada do pai deles. Por isso, não foi possível que ele tivesse o nome das outras partes do trisal.
A jovem de 18 anos, também filha biológica de Priscila e Marcel, não demonstrou interesse em ter o nome das duas mães em sua certidão de nascimento, apesar de considerar a segunda mulher como sua genitora.
O trisal ainda possui um registro de multiparentalidade do filho mais novo, uma criança de 2 anos. O menino, fruto de uma fertilização in vitro, já era registrado com os nomes dos pais biológicos, Marcel e Regiane. Após pedido judicial, Priscilla pediu a inclusão do sobrenome, já que se sentia mãe desde o planejamento da gravidez assistida do casal. A decisão saiu favorável ao trisal em março de 2024.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com.)
