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'Sua pizza chegou', diz PM ao chegar ao local de pedido de socorro por violência doméstica

Durante uma ligação de pedido de socorro, que caiu no sistema do Centro de Operações da Polícia Militar, ela simulou um pedido de pizza

Estadão Conteúdo

Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher, violência doméstica e estupro. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

Uma mulher vítima de violência doméstica em São Paulo usou o telefone 190 para pedir socorro. Durante uma ligação, que caiu no sistema do Centro de Operações da Polícia Militar, ela simulou um pedido de pizza. O caso foi registrado na última sexta-feira, 23.

Ainda dentro da viatura quando estavam a caminho do imóvel, os policiais conversaram para decidir como iriam agir. "A gente liga para ela e diz: a pizza chegou. Este foi, inclusive, um pedido feito pela vítima durante o telefonema feito à polícia. Ela pediu que fosse informada quando o suposto entregador chegasse com a pizza. Desta forma, agiram os policiais.

Na frente da residência, a câmera corporal de um dos policiais também mostrou o momento que a mulher saiu da residência, assim como a prisão do agressor.

Mulher ligou para o 190 e pediu uma pizza

"Oi, eu gostaria de pedir uma pizza", disse a mulher. A ligação caiu no sistema do Centro de Operações da Polícia Militar. Do outro lado da linha, a atendente percebeu que se tratava de uma denúncia e deu continuidade à conversa.

"A senhora quer pizza de calabresa ou muçarela?", perguntou a policial, até que a vítima conseguiu informar o endereço da ocorrência, no Jardim São Francisco, zona leste de São Paulo. Uma equipe do 37º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) foi enviada ao local.

Quando os agentes chegaram, fizeram contato com a vítima informando que "a pizza havia chegado", conforme a mulher havia solicitado. Segundo relato da PM, ela atendeu os policiais com sinais de nervosismo. A vítima afirmou que vinha sendo agredida pelo companheiro e que ele estava armado.

A polícia afirma que o suspeito agrediu a mulher com um revólver e ainda utilizou um espelho para atacá-la. A filha dela, de três anos, foi atingida por estilhaços e precisou ser levada ao hospital para a realização de exames médicos.

O suspeito, um homem de 32 anos, tentou deixar o imóvel, mas foi detido pelos policiais. A identidade dele não foi divulgada e, por isso, não foi possível localizar a defesa dele. A mulher foi acolhida e encaminhada para um local seguro. Na residência, a PM também encontrou a arma do agressor com a numeração raspada.

A Polícia Militar levou o homem ao 47º Distrito Policial (Capão Redondo), onde o caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica, ameaça, violência psicológica contra a mulher, dano, perigo para a vida ou saúde de outrem e posse ilegal de arma de fogo.

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