Quem pretende se aposentar fora do Brasil pode encontrar diferentes opções de residência em países que oferecem programas específicos para aposentados e pessoas com renda passiva. Um levantamento internacional colocou o Uruguai no topo da lista dos melhores destinos para morar após a aposentadoria em 2026. O ranking faz parte do Global Retirement Report and Index 2026, elaborado pela consultoria Global Citizen Solutions. A análise considera 46 programas de residência destinados a estrangeiros que desejam viver no exterior com renda suficiente para se manter. Entre os critérios utilizados estão qualidade de vida, possibilidade de obter cidadania, regras tributárias, custos, investimentos e facilidade para conseguir a residência. Veja os 10 melhores países para se aposentar no exterior O ranking reúne países de diferentes regiões. A diferença entre os dez primeiros colocados é inferior a quatro pontos. Uruguai Ilhas Maurício Espanha Costa Rica Portugal Paraguai Letônia Andorra Itália Grécia O levantamento não considera apenas o custo de vida. A proposta é avaliar as condições oferecidas por cada programa para estrangeiros que pretendem estabelecer residência no país depois de se aposentar. Como o ranking é calculado? A Global Citizen Solutions avalia cinco áreas principais para definir a posição dos países: Qualidade de vida Mobilidade e possibilidade de cidadania Tributação Custos e investimentos Facilidade para obter residência Os resultados também são separados de acordo com diferentes objetivos que podem influenciar a escolha de quem pretende morar no exterior. Para qualidade de vida, por exemplo, Espanha, Portugal, Nova Zelândia, Andorra e Áustria aparecem nas primeiras posições. Já no quesito otimização tributária, os destaques são Ilhas Maurício, Emirados Árabes Unidos, Paraguai, Guatemala e Costa Rica. VEJA MAIS Ranking aponta melhores hospitais da América Latina com Einstein no topo Ao todo, 41 instituições brasileiras integram o ranking, que classifica 105 hospitais na região Tacacá entra em ranking das 50 melhores sopas do mundo Prato tradicional do Pará aparece na 27ª posição de lista internacional do TasteAtlas, com nota 4,3; iguaria é preparada com tucupi, jambu, goma de tapioca e camarão Brasil aparece entre os destaques O Brasil ocupa a quinta posição entre os 17 programas avaliados nas Américas. O país é especialmente destacado pela rapidez para obter autorização de residência. Segundo o relatório, o processo brasileiro pode levar entre três e cinco meses, colocando o programa entre os mais rápidos da lista analisada. Para um aposentado estrangeiro se mudar para o Brasil, o levantamento aponta a necessidade de comprovar uma renda mensal de pelo menos US\$ 2 mil, valor equivalente a cerca de R\$ 10,4 mil na referência utilizada no levantamento. Outro ponto considerado positivo é a possibilidade de incluir pais dependentes no processo, característica relacionada à inclusão familiar. Brasil também aparece em rankings específicos Além da posição geral, o país aparece entre os cinco primeiros em duas categorias específicas. Na classificação relacionada à obtenção de uma segunda cidadania, o Brasil aparece ao lado de Espanha, Uruguai, Itália e Portugal. Já na categoria de mudança internacional com a família, o país também está entre os cinco primeiros, junto de Espanha, Albânia, Argentina e Uruguai. A tributação, por outro lado, pesa negativamente na avaliação brasileira. De acordo com o relatório, Brasil e Chile adotam tributação sobre a renda mundial de residentes, enquanto países como Costa Rica e Paraguai possuem sistemas de tributação territorial. Quanto tempo leva para conseguir residência? O prazo para obter residência varia bastante de acordo com o país escolhido. Dos 46 programas analisados, 30 têm processos que podem ser concluídos em até seis meses, segundo o levantamento. Em alguns destinos, o procedimento pode levar aproximadamente um mês. É o caso dos Emirados Árabes Unidos, Camboja e Sri Lanka. Portugal está entre os países com processo mais demorado: o prazo estimado pelo relatório varia de 18 a 24 meses. No caso do Chipre, a espera pode chegar a aproximadamente 27 meses.