Qual é o custo total estimado da missão Artemis II da Nasa?
No relatório, a Nasa informa que esses custos não incluem o dinheiro gasto no desenvolvimento prévio do sistema
A missão Artemis II da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) foi um sucesso. Quatro astronautas sobrevoaram a Lua, incluindo o lado oculto, e retornaram em segurança. Este voo inaugural da tripulação teve um custo estimado de pelo menos US$ 4,1 bilhões, o equivalente a R$ 20,4 bilhões.
O programa Artemis completo, que inclui a missão que retornou recentemente, projeta um custo total de US$ 100 bilhões. Isso representa aproximadamente R$ 500 bilhões, conforme estimativas da Nasa e gastos do governo dos EUA até 2030.
Cada lançamento de uma nave espacial Orion, como a usada na Artemis II, custa no mínimo R$ 20,4 bilhões. A Nasa detalha a composição deste valor significativo, essencial para a exploração lunar.
Os Custos Componentes da Nave Orion
- Construção e lançamento da cápsula: US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões).
- Módulo de serviço da Agência Espacial Europeia: US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão).
- Módulo de lançamento ao espaço, de uso único: US$ 2,2 bilhões (R$ 11 bilhões).
- Estruturas de apoio em solo (controle, plataforma e outras): US$ 568 milhões (R$ 2,86 bilhões).
A Nasa informa que estes valores não contemplam o investimento prévio em desenvolvimento do sistema ou em tecnologias futuras. Consequentemente, os custos totais podem ser ainda maiores para o programa espacial.
Embora a Artemis II seja um projeto da Nasa, a nave e outros componentes foram montados por empresas privadas. O setor aeroespacial e de defesa, com nomes como Boeing, Northrop Grumman e Lockheed Martin, colaborou na empreitada.
O banheiro utilizado pelos quatro astronautas chamou a atenção, custando US$ 23 milhões (R$ 115 milhões). A agência DW noticiou falhas no equipamento, mas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen cumpriram a missão.
Razões para o Investimento Bilionário
Cientificamente, o objetivo é estabelecer uma base na Lua. A partir dela, a Nasa planeja enviar astronautas a Marte na próxima década. Economicamente, a Lua se tornou mais relevante pela presença de minerais raros e avanço tecnológico para minerá-los.
Um exemplo é o Hélio 3, isótopo raro na Terra, mas abundante na Lua. A substância é vista como o combustível do futuro. Ela possui potencial para reatores de fusão nuclear limpa, segura e com suprimento quase ilimitado.
A Lua não possui um proprietário legal, mas a primeira nação a alcançá-la terá primazia na exploração. A China, por exemplo, entrou na corrida espacial, prometendo levar um taikonauta ao satélite até 2030.
As missões Artemis visam garantir a superioridade dos EUA na exploração espacial. Isso ocorre em meio à crescente disputa global com a China, reforçando a importância estratégica do programa.
Após o lançamento da Artemis II, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, destacou o objetivo de testar os sistemas. "Nenhum ser humano jamais voou nesta nave. Estamos realizando testes rigorosos para garantir que tudo esteja em ordem", disse ele à Nasa TV. Ele complementou que a missão "abrirá caminho para missões subsequentes e uma era de ouro para a ciência e as descobertas".
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA