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decisão

Pai que quase matou filho no RS é absolvido pela Justiça após vítima fazer pedido de clemência

O caso aconteceu em julho 2017

Estadão Conteúdo

24 de outubro de 2025 às 08:53

A regra geral estabelece que salários e aposentadorias  são impenhoráveis, mas é possível reter até 30% desses valores para que o devedor arque com suas obrigações, desde que tal medida não comprometa a subsistência familiar

A regra geral estabelece que salários e aposentadorias são impenhoráveis, mas é possível reter até 30% desses valores para que o devedor arque com suas obrigações, desde que tal medida não comprometa a subsistência familiar ( Foto: Foto / Freepik )

A Justiça do Rio Grande do Sul absolveu, por meio do Tribunal do Júri, um homem de 58 anos acusado de homicídio qualificado por tentar matar o próprio filho. A absolvição, que aconteceu na última quinta-feira, 16, veio após a própria vítima fazer um pedido de clemência, que foi apresentado pela Defensoria Pública do Estado.

O caso aconteceu em julho 2017. O homem atingiu o próprio filho com golpes de facão durante um desentendimento. A vítima recebeu atendimento médico e conseguiu sobreviver. O pai foi preso e ficou detido por sete meses, entre agosto de 2017 e março de 2018.

Conforme a Defensoria, o homem sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) durante o curso do processo e perdeu os movimentos do corpo. Hoje, ele usa uma cadeira de rodas e é cuidado pela mãe, de cerca de 80 anos de idade, conforme relato da defensora Tatiana Boeira.

Por esse motivo, a vítima - neto da idosa - apresentou um pedido de clemência antes do julgamento e manifestou o desejo de que o pai não fosse condenado.

"O pedido da defesa foi para que os jurados julgassem pelo 'direito de perdoar' e partiu de um contexto onde a vítima não queria ampliar o sofrimento da avó, mãe do réu", informou a Defensoria Pública, em nota.