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RISCO

Órgãos públicos não conseguem combater mercado ilegal de 'canetas emagrecedoras'

Segundo o executivo, a percepção de risco dos consumidores tem diminuído à medida que cresce o número de pessoas que usam medicamentos adquiridos fora do mercado formal

Estadão Conteúdo

4 de novembro de 2026 às 11:58

Imagem ilustrativa

Imagem ilustrativa ( Foto: Foto: Freepik )

Renato Raduan, presidente da RD Saúde, alertou para o risco de uma tragédia sanitária. O perigo é provocado pelo consumo de medicamentos GLP-1 vendidos ilegalmente no Brasil. O mercado paralelo desses tratamentos, usados contra diabetes e obesidade, permanece elevado, sem sinais de que as autoridades estejam conseguindo conter sua expansão.

"Temos medo que, mais dia menos dia, alguma tragédia sanitária por aí aconteça, se é que já não aconteceu e simplesmente não sabemos", afirmou Raduan, durante teleconferência de resultados.

Segundo o executivo, a percepção de risco dos consumidores tem diminuído à medida que cresce o número de pessoas que usam medicamentos adquiridos fora do mercado formal.

Comércio ilegal e o combate ao risco

A RD Saúde ainda não identifica sinais de que órgãos públicos e entidades do setor estejam conseguindo combater o comércio paralelo. O executivo acredita que a maior acessibilidade dos medicamentos no mercado formal poderá ajudar a reduzir a procura por produtos ilegais.

Impacto no mercado formal e negociação

No mercado formal, a chegada de novos concorrentes já começa a melhorar as condições de venda da RD Saúde. Segundo Raduan, fabricantes de medicamentos à base de semaglutida estão negociando margens brutas superiores a 20%, próximas de 25%, acima dos níveis praticados anteriormente.

"O preço caiu muito rápido, mais rápido do que todos esperavam", afirmou o executivo. A avaliação é que novas reduções não ocorram na mesma velocidade, enquanto a maior disponibilidade dos produtos pode impulsionar os volumes vendidos.

GLP-1 nas vendas da RD Saúde

Os medicamentos GLP-1 representam cerca de 12% das vendas da RD Saúde, sendo de 3,5% a 4% provenientes da semaglutida. A companhia ainda enfrenta restrições no abastecimento de medicamentos similares desse princípio ativo, mas espera uma melhora no quarto trimestre.