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investigação

MP-SP pede prisão preventiva do rapper Oruam, réu por disparo de arma de fogo

Nesse caso, Oruam é acusado de atirar com uma espingarda durante uma festa em Igaratá, na região de São José dos Campos, em 16 de dezembro de 2024

Estadão Conteúdo

20 de maio de 2026 às 18:41

Modificado em 20 de maio de 2026 às 18:41

Oruam

Oruam ( Foto: Instagram )

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a prisão preventiva, ou seja, por tempo indeterminado, do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomucemo, conhecido como Oruam, que está foragido desde fevereiro. O pedido, divulgado no fim da tarde desta quarta-feira, 20, foi feito à Justiça no dia 5 de maio, informou a promotoria. O Estadão tenta contato com a defesa do rapper.

Nesse caso, Oruam é acusado de atirar com uma espingarda durante uma festa em Igaratá, na região de São José dos Campos, em 16 de dezembro de 2024. Segundo a denúncia, o disparo foi realizado na presença de diversas pessoas, além de ter sido filmado e postado em redes sociais.

No pedido de prisão, feito pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, Oruam é citado como "pessoa de interesse em investigação por crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho, além da tentativa de homicídio contra policiais civis fluminenses".

O promotor afirmou que o fato de o rapper estar foragido compromete o cumprimento de eventual condenação. "A permanência do réu em paradeiro desconhecido evidencia risco concreto e atual de frustração da aplicação da lei", informou o Ministério Público de São Paulo.

Além do processo em São Paulo, Oruam também responde a outras ações na Justiça do Rio de Janeiro, como uma tentativa de homicídio contra policiais em frente à casa dele, em Joá, bairro da região oeste fluminense. Em outro caso, ele foi denunciado junto com o pai, Marcinho VP, a mãe e outras nove pessoas por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho.

Oruam foi detido em julho do ano passado, após se entregar à polícia do Rio de Janeiro, acusado de tentar impedir uma operação policial em sua casa. Em setembro, o ministro do STJ Joel Ilan Paciornik revogou a prisão preventiva por entender que, naquele momento, não havia "fundamentação suficiente" e determinou medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

O magistrado entendeu, no entanto, que Oruam descumpriu "reiteradamente" as medidas impostas e revogou o habeas corpus. No dia seguinte à revogação da prisão, em 3 de fevereiro, a juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, expediu mandado de prisão contra o cantor.

Segundo a decisão, ele havia desligado o equipamento em 1º de fevereiro. Em quatro meses, o rapper violou a tornozeleira 66 vezes, sendo 21 delas consideradas graves - a maioria por falta de bateria. O passaporte do cantor foi apreendido e ele está proibido de deixar o País.