O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) recorreu, nesta quinta-feira (22), contra a decisão que determinou a soltura do empresário Ivo Kos, de 48 anos. Ele é acusado de agredir e desfigurar o rosto da própria esposa, a cirurgiã-dentista Giullia Falcão Kos, de 27 anos, em 14 de agosto, em São Paulo.
A manifestação é assinada pelos promotores de Justiça Fabíola Sucasas, Mariana Pieragnoli e Pedro Alonso. O órgão ministerial sustenta que a revogação da prisão preventiva representa risco real à integridade da vítima.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que o empresário deixou a Penitenciária de Potim II na quarta-feira (21). Pouco tempo depois de ser solto, Kos publicou uma foto nas redes sociais ao lado do filho para comemorar a liberdade.
Acordo de divórcio e periculosidade
A prisão preventiva foi relaxada após um acordo firmado entre o agressor e a vítima para a formalização do divórcio. Para os promotores, a concessão da liberdade em razão do acerto cível não afasta a periculosidade do acusado nem revoga a necessidade da custódia cautelar na esfera criminal.
Em nota e na fundamentação do recurso, os membros do MPSP destacaram que a manutenção da soltura 'oferece perigo de dano concreto'. A medida busca evitar novos episódios de violência contra a mulher, cujas consequências poderiam ser irreparáveis.
Aditamento da denúncia
O empresário foi preso em flagrante no mesmo dia do crime, em 14 de agosto. As imagens das câmeras de segurança do local registraram a gravidade das agressões físicas sofridas pela mulher.
No decorrer do processo, o Ministério Público apresentou aditamento à denúncia para incluir o crime de tortura. Isso ampliou a gravidade das acusações contra Ivo Kos no Tribunal de Justiça de São Paulo. O recurso da promotoria aguarda análise da instância superior do Judiciário paulista.
