A atriz Clodd Dias, conhecida por seus papéis nas séries "As Five", do Globoplay, e "Manhãs de Setembro", do Prime Video, morreu aos 49 anos. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP).
Natural de Itapetininga, no interior de São Paulo, Clodd construiu uma carreira dedicada às artes cênicas. Ela atuou no teatro, audiovisual, e também como cantora, poetisa, escritora, narradora e dubladora, tornando-se referência na busca por representatividade para artistas negros e pessoas trans.
Formada pela Escola Célia Helena e em Teatro Licenciatura, Clodd Dias iniciou sua trajetória nas artes cênicas ainda na adolescência. Aos 14 anos, ela integrou o Grupo Théspis e, aos 21, deixou a faculdade de Direito para focar na carreira artística em São Paulo.
Trajetória em Teatro e Audiovisual
No teatro, Clodd participou de espetáculos como "Entrega para Jezebel", "Mãe de Santo", "A Mulher que Digita", "Esperando Godot" e "Negrinha". Ela também fez parte de grupos importantes da cena paulistana, como o Coletivo Negro e o Pessoal do Faroeste.
No audiovisual, além de "As Five" e "Manhãs de Setembro", Clodd esteve em produções como "Notícias Populares", "Ayô", "Rodeio Rock" (2023), "O Clube das Mulheres de Negócios" (2024) e "A Melhor Mãe do Mundo" (2025). A atriz também deixou um trabalho inédito na série "Tarã", onde interpreta a guerreira Amina ao lado de Xuxa e Angélica.
Homenagens e Legado da Artista
Após a notícia, artistas e colegas de profissão lamentaram a perda. A atriz Mel Lisboa, que trabalhou com Clodd Dias, publicou uma mensagem de despedida. O ator Luis Miranda também se manifestou sobre a partida da artista.
O diretor teatral Ruy Cortez prestou homenagem e destacou a importância de Clodd para a cultura brasileira, lamentando a perda de "mais uma mulher trans preta que nos deixa". Em nota, o Sated-SP ressaltou o legado, afirmando que Clodd "é e representa uma falange fundamental na luta por representatividade e pioneirismo LGBTQIAPN+ nas artes cênicas".
O velório e o sepultamento da artista acontecem nesta sexta-feira, 7, no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo. Clodd Dias deixa uma trajetória marcada pela resistência, pela arte e pela ampliação de vozes historicamente pouco representadas no audiovisual brasileiro.