Menina de 2 anos faz amizade em cemitério: 'Ela está morta, ela é minha amiga'
Grace visitava o túmulo de bebê com o mesmo nome e a história emocionou milhões
A pequena Grace Fuller, de 2 anos, filha de Emily Fuller, viralizou nas redes sociais. Em um cemitério de Utah, nos Estados Unidos, ela formou uma amizade inusitada com uma bebê chamada Grace Olsen, que não sobreviveu 24 horas após o nascimento e compartilhava o mesmo nome. A história surpreendente aproximou as famílias e ganhou grande repercussão.
A mãe, Emily Fuller, relatou ao Today: "Ela dizia: ‘Grace é um bebê. Ela está morta. Ela é minha amiga’". Embora estivesse visitando os avós em Utah com brinquedos e primos, a pequena Grace implorava por visitas diárias à sua nova "amiga", que ela chamava de “Grace Morta”.
A família Fuller havia viajado do Arizona para Utah para acompanhar a mãe de Emily, que enfrenta um câncer em estágio avançado. Um dia, Johnny Fuller, pai de Grace, levou a filha ao parquinho e permitiu que ela explorasse o cemitério vizinho.
Emily justificou a decisão do marido: "Ele achou que seria uma boa forma de apresentá-la ao assunto, já que provavelmente é algo que discutiremos em breve", referindo-se ao prognóstico de sua mãe. Grace perguntava sobre cada lápide, enquanto Johnny lia os nomes e informações.
A menina parou especificamente no túmulo de Grace Olsen, nascida e falecida em 14 de junho de 2016. "Acho que ela ficou animada porque essa menininha tinha o mesmo nome que ela", explicou Emily.
Amizade viralizou nas redes sociais
Emily Fuller, que também é influenciadora digital, publicou vídeos da segunda visita da filha ao túmulo de "Grace Morta" no Instagram e TikTok. A influenciadora escreveu na legenda: "Onde quer que os pais de Grace Olsen estejam, espero que saibam o quanto minha filha ama a filha deles".
As postagens viralizaram rapidamente, acumulando quase 20 milhões de visualizações. A internet se mobilizou para encontrar a família da bebê falecida, até que a publicação chegou a Ashley Olsen, mãe de Grace Olsen.
Ashley Olsen expressou sua emoção ao ver o vídeo pela primeira vez. "Foi muito delicado, sabe, ver que o nome da filhinha dela era Grace", contou. Desde então, as duas mães iniciaram troca de mensagens e compartilharam suas histórias.
Para Ashley, o ocorrido não foi uma mera coincidência. "Sou uma pessoa religiosa. Sinto que o véu é fino, especialmente nas crianças pequenas. E acho que havia algo ali... Algo acontecendo no fato de isso ter me trazido paz, mas também me causado arrepios", declarou.
A história de Grace Olsen
Antes da gestação de Grace, Ashley e seu marido, Tom, enfrentaram diversos abortos espontâneos, cirurgias e diagnósticos. A bolsa de Ashley estourou no final do segundo trimestre, de forma extremamente precoce. Ela deu à luz Grace muito antes do esperado e precisou ser submetida a outro procedimento imediatamente após o parto.
"Para ser sincera, eu não sabia que ela tinha nascido com vida", revelou Ashley, com a voz embargada. "Ela viveu por algumas horas e depois faleceu". Os pulmões da bebê não eram desenvolvidos o suficiente para permitir sua sobrevivência.
Ashley Olsen expressou a dor da perda: "Só de olhar para esse bebê tão pequeno, mas totalmente formado, foi algo que abriu muito os meus olhos, e eu simplesmente não queria deixá-la. Eu não queria que o hospital simplesmente se desfizesse dela".
O casal considerou que a perda de Grace representaria "o fim de uma era" em suas vidas como pais. Acreditavam que ter um "lugar" para a filha no cemitério traria algum conforto diante da tragédia.
Contudo, a vida do casal tomou um novo rumo. Em 2017, eles adotaram o filho Silas, hoje com 8 anos. Ashley e Tom atribuem a Grace Olsen o papel de ter "ajudado a levá-lo até eles".
"A adoção, para nós, tem sido algo tão bonito que eu gostaria que todos pudessem vivenciar", afirmou Ashley. "Amar alguém não tem nada a ver com DNA. Acredito que existe um plano e, às vezes, esse plano não acontece da forma como imaginávamos, mas no fim sempre acaba sendo melhor do que jamais poderíamos ter imaginado", completou.
A Escolha do Nome
Ao entrar em trabalho de parto, Ashley ainda não havia definido o nome da filha. No entanto, "Grace" era o nome pelo qual seu avô a chamava nos últimos anos de vida e que seus tios e tias também adotaram.
"Em até 30 minutos depois de eu finalmente conseguir segurá-la nos braços, nós simplesmente soubemos que o nome dela tinha que ser Grace", revelou Ashley.
Curiosamente, Emily Fuller não possui ligação familiar com o nome. "Quando meu marido e eu ainda estávamos na escola, antes de termos filhos, lembro de fazer lição de casa ao lado dele certa noite e simplesmente sentir que nossa primeira filha precisava se chamar Grace", explicou Emily.
O Legado do Nome
Para Emily Fuller, a "amizade" da filha com Grace Olsen foi um "grande milagre". Ela confessou: "Eu não sabia como explicar à minha filha a morte (iminente) da minha mãe, porque ela só tem 2 anos, mas agora poderei dizer a ela: ‘Ela não está aqui neste momento, mas está com a sua amiga Grace’".
O maior receio de Ashley Olsen, após a morte da filha, era que Grace fosse esquecida. "Eu não queria que o nome dela deixasse de ser dito", compartilhou a mãe. "E quando você perde um filho, acho que as pessoas às vezes têm medo de dizer o nome dele, mas para mim isso traz conforto".
Ashley concluiu que a conexão entre as duas meninas e suas famílias "não foi coincidência". "É lindo que isso tenha tocado de verdade a família da Emily. E eu definitivamente acho que não foi coincidência. Parece bom demais para ser apenas coincidência", finalizou.
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