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REVOLTANTE

Médico é investigado por suspeita de usar óculos com câmera em exame ginecológico de paciente

Médico de Salvador foi preso e liberado. Filho afirma que acusações são infundadas e que nenhuma gravação foi encontrada.

Estadão Conteúdo

17 de julho de 2026 às 15:36

( Foto: Imagem: Reprodução/ Facebook )

Um ginecologista está sob investigação da Polícia Civil da Bahia após uma paciente denunciar o uso de óculos com câmera durante um exame em Salvador. O médico, Hosaná Pereira de Santana, chegou a ser preso em 10 de julho, mas foi solto dois dias depois, em 12 de julho, após audiência de custódia.

O processo corre em segredo de Justiça. Em nota, Hosanah Filho, filho de Santana, declarou que o pai "foi alvo de acusações infundadas" e que "jamais cometeu qualquer ato ilícito". Ele garantiu que nenhuma gravação foi encontrada com o médico.

A prisão de Santana ocorreu após a paciente relatar que ele utilizava óculos com câmera integrada em uma clínica particular na Rua Laura Costa, no bairro Vila Laura. O caso foi registrado na Casa da Mulher Brasileira.

Investigação e Sindicância

Questionada pelo Estadão, a Polícia Civil da Bahia não se manifestou sobre o andamento da investigação. O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou ter tomado conhecimento do caso pela imprensa e instaurou uma sindicância para apurar os fatos.

Versão da Defesa

O filho do médico explicou que Santana usa óculos da Meta, que possuem uma câmera capaz de gravar e fotografar em alta definição. Segundo ele, o dispositivo é utilizado diariamente devido às lentes de grau e a câmera só pode ser ativada manualmente.

Hosanah Filho ressaltou que a câmera dos óculos emite uma luz "clara e visível" quando ativada, e que este sinal luminoso nunca foi emitido durante as consultas do pai. Ele reiterou que não existe nenhuma gravação, conforme "confirmado pela Justiça".

Controvérsia sobre a Confissão e a Prisão

A Polícia Militar havia informado à imprensa local que Santana teria confessado o crime aos policiais. No entanto, Hosanah Filho negou veementemente essa alegação. Ele afirmou que o pai colaborou com as autoridades, entregando dispositivos e senhas.

O filho do médico criticou a "suposta confissão que JAMAIS EXISTIU", classificando-a como uma "narrativa falsa e muito danosa". Ele acrescentou que a prisão em flagrante foi considerada ilegal "por absoluta ausência de provas", reiterando que a "suposta gravação nunca existiu".

Em nota, a PM esclareceu que as informações divulgadas à imprensa são decorrentes de elementos preliminares colhidos no atendimento da ocorrência policial, baseados nas circunstâncias verificadas no momento da intervenção.

A corporação frisou que esses elementos têm caráter estritamente preliminar e não se confundem com as provas da investigação criminal. A Polícia Civil é a responsável pela apuração e elucidação dos fatos.