Mãe de Eliza Samudio cobra esclarecimentos sobre passaporte da filha localizado em Portugal

Segundo o Itamaraty, o passaporte, que está expirado e cancelado, será enviado pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa à sede do Ministério das Relações Exteriores

Redação O Liberal com informações da AE
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Sonia Moura, mãe de Eliza Samudio, manifestou-se nas redes sociais após a localização de um passaporte da filha em Portugal na última semana. Ela questionou a descoberta, afirmando que os fatos não parecem ter ocorrido por acaso e apontou questões pendentes a serem esclarecidas.

A mãe da modelo expressou sua angústia: "Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes - elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento", disse na publicação que acompanha uma foto de Eliza.

Sonia Moura reiterou a dor da perda da filha, assassinada em 2010: "Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa", declarou.

Detalhes sobre o passaporte de Eliza Samudio

Segundo o Itamaraty, o passaporte, que está expirado e cancelado, será enviado pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa à sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Até o momento, não foram detalhadas as circunstâncias em que o documento foi encontrado.

Sonia Moura afirmou que permanecerá em silêncio, mas que irá exigir das autoridades respostas sobre o caso. "Minha filha merece respeito, verdade e justiça", declarou a mãe de Eliza.

Relembre o caso Eliza Samudio

Eliza Samudio foi assassinada aos 25 anos, em 2010. Oito pessoas foram condenadas pelo crime, mas, até hoje, o corpo da modelo não foi encontrado. A suspeita principal, com base em relatos de testemunhas, é que o corpo tenha sido esquartejado e enterrado sob uma camada de concreto.

O ex-goleiro Bruno, com quem a modelo manteve um relacionamento, foi condenado em 2013 a 22 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. O casal teve um filho que, à época, não tinha a paternidade reconhecida pelo ex-atleta.

Em janeiro de 2023, Bruno obteve liberdade condicional, após a pena ter sido progredida para o regime semiaberto em 2018.

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