Jornada da Nasa pelo lado oculto da Lua teve a mesma duração do álbum The Dark Side of the Moon
Nas redes sociais, o principal pedido era que a Nasa liberasse a totalidade das imagens para que os fãs pudessem ver em sincronia com o lendário LP
A nave Órion passou pelo "lado oculto da Lua" em pouco mais de 40 minutos, perdendo a comunicação com a Terra durante este período. A duração exata coincidiu com o LP "The Dark Side of the Moon", da icônica banda britânica Pink Floyd, lançado em 1973.
Fãs do grupo de rock notaram a semelhança e rapidamente ocuparam as redes sociais com postagens e teorias sobre a coincidência espacial.
O LP do Pink Floyd tem 43min30s de duração, um padrão em álbuns da época. A Nasa, Agência Espacial Americana, informou que a passagem da Órion pelo lado oculto da Lua durou entre 42 e 45 minutos.
A média da duração da Órion, de 43min30s, iguala o tempo do disco. Trata-se de uma coincidência notável para os fãs da banda britânica. Nas redes sociais, o principal pedido era que a Nasa liberasse todas as imagens para sincronização com o lendário LP.
A Lua na cultura pop
Entre os anos 1960 e início de 1970, período de auge do programa Apollo da Nasa, a Lua se tornou uma parte integrante da cultura pop. Em 1965, Frank Sinatra lançou "Fly Me to the Moon", imortalizada no Brasil em dueto com Tom Jobim.
Um dos maiores sucessos de David Bowie, "Space Oddity", chegou às rádios em 1969, coincidindo com a chegada do homem à Lua. A canção apresentou o astronauta Major Tom, um de seus primeiros e mais icônicos alteregos.
Em 1973, o Pink Floyd lançou "The Dark Side of the Moon", considerado o álbum mais vendido de todos os tempos e ainda presente no ranking da Billboard. Já o The Police lançou "Walking on the Moon" em 1979.
O significado de "Dark Side of the Moon"
Críticos de música explicam que "The Dark Side of the Moon" não é um LP sobre a Lua, mas usa a metáfora espacial como fio condutor. É um álbum conceitual, focado no processo de enlouquecimento do cofundador da banda, o guitarrista e vocalista Syd Barret.
Sérgio Martins, jornalista e crítico musical do Estadão, explicou que o título se refere ao "lado pouco conhecido do cérebro". Segundo ele, é um desabafo de Roger Waters sobre a situação de Syd Barret, que "fritou o cérebro de tanta droga que tomou".
Bernardo Araújo, também crítico musical, concorda, afirmando que a "principal mola propulsora do álbum é a loucura do Syd Barret". Ele acrescenta que o "lado escuro da Lua é essa parte do cérebro que a gente não consegue alcançar, não consegue dominar".
Outras teorias do Pink Floyd
Bernardo Araújo lembra que não é a primeira vez que fãs do Pink Floyd levantam coincidências sobre o álbum. A mais famosa delas relaciona o disco com o filme "O Mágico de Oz", de Victor Fleming, de 1939.
Martins confirma que a teoria mais conhecida vê sincronicidades entre o álbum e o filme. "É muito bonito perceber como uma obra de arte consegue ultrapassar os limites musicais e alcançar várias outras esferas", destaca o crítico.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA