Homem com câncer terminal viraliza ao realizar 'velório em vida' com familiares e amigos; veja
O evento contou com clima de celebração, reunindo samba, rock, chope e food trucks em Campo Grande
Diagnosticado com um câncer em estágio terminal e sem possibilidade de cura pela medicina convencional, o advogado Tiago Martins Pitthan, de 49 anos, decidiu transformar a própria despedida em um momento de celebração. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, ele realizou o que chamou de “velório em vida”, reunindo familiares, amigos e conhecidos em uma cerimônia marcada por emoção, leveza e homenagens.
A proposta foi inversa ao ritual tradicional de despedida. Em vez da ausência, Tiago escolheu a presença: fez questão de estar vivo para ouvir, pessoalmente, as histórias, lembranças e declarações de carinho de pessoas que fizeram parte de sua trajetória.
Ideia surgiu após morte do pai
A inspiração para o “velório em vida” veio após a morte do pai. Durante o velório tradicional, Tiago observou amigos e familiares relembrando momentos marcantes, conquistas e histórias afetivas, em meio a músicas e homenagens. Segundo ele, a experiência foi comovente, mas também trouxe um incômodo: o fato de o homenageado não estar presente para ouvir tudo aquilo.
“Quanta gente boa, quanto carinho, quanta história. Pena que o homenageado não pôde ver”, relatou em publicação nas redes sociais. A partir daquele momento, ele decidiu que não “faltaria” ao próprio velório. “Naquele dia decidi que não vou faltar no meu”, escreveu.
VEJA MAIS
Homenagens em vida
O evento contou com clima de celebração, reunindo samba, rock, chope, food trucks e convidados de diferentes fases da vida do advogado. Em meio à descontração, Tiago circulou entre os presentes, conversou, dançou e também fez discursos, arrancando risadas e momentos de forte emoção.
Em vídeos compartilhados nas redes sociais, ele aparece interagindo com os convidados e refletindo sobre a forma como a sociedade encara a morte, propondo uma visão mais aberta e afetiva sobre despedidas.
Tratamento e diagnóstico
Mesmo com o quadro considerado terminal, Tiago segue em tratamento paliativo, que inclui sessões de quimioterapia e imunoterapia. Segundo ele, os médicos não estimam um prazo definido de vida, e a decisão foi evitar a ansiedade em torno do tempo restante. “Os médicos não estimam quanto tempo me resta, e eu também parei de perguntar”, afirmou.
(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Mirelly Pires, editora web de OLiberal.com)
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA