Nascido no distrito de Icoaraci, em Belém, o fotógrafo paraense Rafael Pavarotti, de 33 anos, ganhou uma mostra dedicada ao seu trabalho no Musée des Arts Décoratifs, em Paris, na França. A exposição reúne mais de 200 fotografias, incluindo retratos de artistas como Beyoncé, Rihanna e Harry Styles.
Intitulada “Rafael Pavarotti, photographe”, a mostra reúne trabalhos produzidos para revistas de moda, campanhas de grandes marcas e projetos pessoais. A produção do fotógrafo é marcada pelo uso de cores intensas e por referências à cultura afro-brasileira e à Amazônia.
A trajetória de Pavarotti começou na região amazônica e chegou ao circuito internacional da fotografia de moda. Ao longo da carreira, ele trabalhou para veículos e marcas de projeção internacional e fotografou personalidades da música, da moda e da cultura pop.
A mostra fica em cartaz de 2 de outubro de 2026 a 2 de maio de 2027, no Musée des Arts Décoratifs, na Rue de Rivoli, em Paris. Durante o período, o museu também oferece visitas guiadas e oficinas de fotografia de moda para jovens.
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Influência paterna
Pavarotti teve o primeiro contato com a fotografia aos 12 anos, quando começou a usar a câmera do pai para fotografar praias e prédios abandonados. O interesse pela moda surgiu na adolescência, após assistir a um desfile da Dior. Aos 15 anos, deixou Belém e passou por cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Londres. Em 2025, mudou-se para Paris, onde vive atualmente.
Sua trajetória inclui trabalhos publicados em veículos como Vogue, The New York Times, W Magazine, i-D e Dazed, além de campanhas para marcas como Balenciaga, Mugler, Balmain, Chanel, Dior e Ferragamo.
Entre as personalidades fotografadas por Pavarotti estão Beyoncé, Rihanna, Harry Styles, Kim Kardashian, Gisele Bündchen, A$AP Rocky, Charli XCX e Tyla.
Em 2022, ele assinou uma das capas da Vogue com Beyoncé, produzida antes do lançamento do álbum Renaissance. No ano seguinte, fotografou Kim Kardashian para a edição italiana da revista.
Referências amazônicas
A origem amazônica também aparece na produção do fotógrafo. Segundo o museu, elementos de sua infância no Pará, como a natureza, as cores e objetos que pertenceram à família, influenciam sua linguagem visual.
“Essa magnitude moldou meu primeiro olhar. Ela definiu minha relação com a escala, com a presença e com o excesso como algo natural, e não extraordinário”, afirmou Pavarotti ao curador da exposição, Sébastien Quéquet.
A mostra também aborda a relação do fotógrafo com questões ambientais e com a Amazônia, apresentada como uma das referências de seu trabalho.
