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Festa de São Sebastião celebra fé, ancestralidade e cultura afro-religiosa em Ananindeua

Terreiro de Mina Nagô Ogum Iansã, sob condução de Mãe Joana, promove celebração de fé e devoção na Região Metropolitana de Belém

Enderson Oliveira
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A tradicional Festa de São Sebastião, promovida pelo Terreiro de Mina Nagô Ogum Iansã e conduzida pela Mãe de Santo Mãe Joana, ocorreu na noite da última terça-feira (20), em Ananindeua. A celebração reuniu filhos de santo, convidados e a comunidade em um ritual de fé e devoção, marcando o calendário religioso de matriz africana na Região Metropolitana de Belém.

Nas tradições afro-brasileiras, São Sebastião é reconhecido e cultuado por características como fartura, proteção e abertura de caminhos. Ele é invocado para a esperança e renovação da abundância, conforme a fé dos fiéis.

image São Sebastião é celebrado como aquele que abre caminhos e renova a esperança. Oxóssi é o caçador, guardião da mata e da abundância. Juntos, simbolizam proteção, sustento e equilíbrio entre o humano, a natureza e o sagrado, daí a simbologia do mastro com frutos. (Foto: Thiago Favacho)

Durante a festa, os rituais incluem cantos, toques, oferendas e partilha de alimentos. Esses elementos reafirmam a continuidade da tradição do Tambor de Mina, prática ancestral de origem afro-maranhense presente no Pará.

A celebração contou também com o tradicional Mastro de São Sebastião, erguido em homenagem ao orixá Oxóssi, o Rei das Matas e patrono da linha dos Caboclos. Presente em diversos terreiros, o Mastro de Frutas é ornamentado com frutas e alimentos, simbolizando a fartura, a prosperidade e a proteção de Oxóssi para toda a comunidade.

image "Celebrar Oxóssi e São Sebastião é reconhecer a fartura que vem da terra, a proteção que fortalece o corpo e o espírito e a tradição que mantém viva a memória dos que vieram antes", destaca Mãe Joana. (Foto: Thiago Favacho)

A celebração como resistência cultural e união

A anfitriã da celebração, Mãe Joana, afirmou que a festividade transcende o campo espiritual. Ela destacou: “Mais do que uma celebração religiosa, a festa é um ato de resistência cultural, união e gratidão, mantendo viva a herança espiritual transmitida pela minha família, no Maranhão”.

A celebração representa a preservação das raízes africanas e o papel das religiões de matriz africana como espaços de resistência e valorização da identidade cultural.

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